Dólar sobe 1,5%, acima de R$4, por incertezas locais e petróleo

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016 13:48 BRST
 

Por Bruno Federowski e Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar saltava 1,5 por cento nesta terça-feira, acima de 4 reais, com investidores apreensivos com as incertezas políticas e econômicas no Brasil e pressionado pela queda do petróleo diante de expectativas frustradas de corte imediato da oferta e preocupações com a saúde da economia global.

Às 13:45, o dólar avançava 1,52 por cento, a 4,0572 reais na venda. O dólar futuro ganhava 1,45 por cento.

"Faz sentido buscar proteção (no dólar) em um cenário de incertezas locais como o atual, apesar do fluxo de estrangeiros ser positivo", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa.

Investidores temem que o governo se afaste do rigor fiscal que vem prometendo desde o ano passado diante da profunda recessão econômica e das turbulências políticas.

As preocupações locais se somavam no início da tarde às perdas nos preços do petróleo, que passou a cair depois que Rússia e Arábia Saudita concordaram em congelar a produção nos níveis de janeiro se outros grandes exportadores se juntarem a eles. Irã, no entanto, era um dos entraves ao plano.

"As moedas ligadas a commodities acompanham o petróleo, uma segue a outra", disse o operador da Correparti Jefferson Luiz Rugik.

Mais cedo, a alta das ações chinesas à máxima em três semanas limitava o fortalecimento da moeda norte-americana, com investidores recebendo bem declarações do premiê do país, Li Keqiang, acenando para a possibilidade de novos estímulos se a economia desacelerar mais.

Operadores ressaltavam ainda que o mercado voltava a ganhar volume nesta sessão, após o pregão de liquidez reduzida na segunda-feira devido ao feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos, que manteve os mercados locais fechados.

Nesta manhã, o Banco Central promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou 5,217 bilhões de dólares, ou cerca de 52 por cento do lote total, que equivale a 10,118 bilhões de dólares.