BR Properties não espera reação em preços de alugueis em 2016, renegocia com Petrobras

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016 13:24 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A administradora de imóveis comerciais BR Properties não espera recuperação nos preços de alugueis neste ano, diante do cenário recessivo que impacta clientes, e aguarda aval da Petrobras de novos termos contratuais envolvendo o imóvel Ventura, ocupado pela estatal no Rio de Janeiro.

Segundo o presidente da BR Properties, Claudio Bruni, no fim de 2015, BR Properties e Petrobras rediscutiram as condições contratuais do aluguel cobrado pelo Ventura e as conversas envolveram aumento do prazo do contrato, atualmente válido até 2019, e "ajuste" no valor da locação. Ele não deu detalhes.

"Houve uma troca, estendeu-se o prazo de locação e o valor foi ajustado (...) Não foi tão danoso assim (para a BR Properties)", disse Bruni em teleconferência com analistas.

A empresa divulgou na noite da véspera salto no prejuízo do quarto trimestre, mas forte redução de 42 por cento da dívida líquido de setembro a dezembro, a 2,4 bilhões de reais.

A ação da BR Properties subia 0,6 por cento às 13h22, enquanto o Ibovespa avançava 2,04 por cento.

Durante a teleconferência, executivos da companhia informaram que a BR Properties antecipar vencimentos de algumas dívidas em reais e que o objetivo é ficar fora do mercado de dívida nos próximos dois anos diante do cenário de juros e spreads bancários elevados.

Sobre aumento da inadimplência, os executivos disseram que "não existe nada crônico. A mudança nesse patamar se deve à diminuição do tamanho do portfolio da companhia".

Em 2015, a BR Properties concluiu a venda de nove ativos para a Blackstone por 971,6 milhões de reais e cinco ativos para a Brookfield a um valor bruto de 2,08 bilhões de reais, reforçando o caixa, que encerrou 2015 a 1,2 bilhão de reais.

Na véspera, o diretor financeiro e de relações com investidores da BR Properties, André Berenguer, disse que a empresa projeta em 2016 um cenário "muito parecido com 2015", com alta nominal de receita de 3 a 4 por cento.

(Por Alberto Alerigi Jr.)