Oferta de minério de ferro da Vale sobe 4,3% em 2015 e fica acima da meta

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016 13:20 BRST
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale, maior produtora global de minério de ferro, relatou nesta quinta-feira que sua oferta atingiu um recorde de 345,9 milhões de toneladas da commodity em 2015, com alta de 4,3 por cento ante o ano anterior, apesar do desastre da Samarco em novembro que limitou a produção na cidade mineira de Mariana.

Disputando mercado com suas rivais em ambiente de preços baixos, a Vale superou a meta de 340 milhões de toneladas prevista para o período, que inclui compras de terceiros, com recordes de produção em outros sistemas, como Carajás, que está com novas unidades em operação.

Os embarques anuais de minério de ferro pela Vale em 2015 somaram 303,6 milhões de toneladas em 2015, alta de 18,9 milhões ante o ano anterior.

No quarto trimestre, a Vale reportou produção de 88,411 milhões de toneladas, excluindo a oferta atribuível à Samarco e incluindo compras de terceiros, alta de 2,4 por cento ante o mesmo período do ano anterior.

No entanto, a oferta total representou uma queda de 2,6 por cento em relação ao terceiro trimestre de 2015, quando a mineradora registrou recorde histórico, com a produção em Mariana recuando mais de 30 por cento no quarto trimestre, para 6,3 milhões de toneladas.

A Vale paralisou a produção em algumas minas após o desastre na Samarco, em movimento que se somou a cortes de extração em operações menos eficientes, em meio aos baixos preços do minério de ferro.

O incidente da Samarco ocorreu em momento que o mercado está sendo afetado por um aumento da oferta de grandes produtores e pela desaceleração econômica da China.

O minério de ferro, por exemplo, atingiu mínima de uma década de 37 dólares por tonelada no final do ano passado. Nesta semana, o produto para entrega imediata foi negociado em torno de 46 dólares, segundo o The Steel Index (TSI).   Continuação...

 
Vista geral da mina de Carajás, da Vale, no Pará. REUTERS/Lunae Parracho