Braskem estuda diversificar matéria-prima no Brasil, diz presidente

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016 13:34 BRST
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A Braskem está estudando a possibilidade de diversificar sua matéria-prima no Brasil, onde consome principalmente nafta, o que pode envolver a migração de uma pequena parte do insumo para gás, disse o presidente da petroquímica, Carlos Fadigas, a jornalistas nesta quinta-feira.

O executivo ressaltou que a questão é de longo prazo. A substituição seria menos propícia em fábricas com logística mais difícil, como a do ABC paulista, afirmou Fadigas, e mais propícia em fábricas com conexão com a costa e o litoral do país.

"Há iniciativas que eu espero que no curto prazo possam ser divididas de migrar uma parte pequena para gás, mas esse é um projeto de década", disse.

Os estudos ocorrem após a Braskem ter firmado com a Petrobras em dezembro contrato para fornecimento de nafta por um preço que considerou caro, a fim de encerrar a incerteza em torno da questão -- o acordo teve cinco aditivos de curto prazo enquanto as empresas não chegavam a um consenso.

Além da questão do preço, a Braskem disse que o contrato alcançado também não é ideal pois tem duração de apenas cinco anos, e não dez, além de poder ser renegociado no terceiro ano. A petroquímica vinha afirmando que a falta de um acordo de prazo mais longo estava travando investimentos.

Segundo a empresa, a Petrobras estava usando o nafta de suas refinarias na produção de gasolina, motivo pelo qual passou a importar o insumo para atender a Braskem, tentando repassar o custo à petroquímica.

Fadigas disse nesta quinta-feira que a Braskem não firmou um contrato com a estatal para transformar matéria-prima importada, e sim nacional e que a empresa não vai mudar sua estratégia caso a Petrobras venda sua participação na petroquímica, de 36 por cento.

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