February 18, 2016 / 10:50 PM / in a year

Ajuste contábil leva BM&FBovespa a prejuízo no 4º tri

3 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - A BM&FBovespa fechou o quarto trimestre de 2015 com prejuízo líquido de 407,5 milhões de reais, resultado afetado por um ajuste contábil de 1,7 bilhão de reais, sem efeito caixa.

O ajuste contábil, que líquido de impostos soma 1,1 bilhão de reais, refere-se a ágio com a expectativa de rentabilidade futura gerado na aquisição da Bovespa Holding em 2008.

"Isso se deve à projeção de resultados menores do que os esperados para a Bovespa", disse à Reuters o diretor de Relações com Investidores da BM&FBovespa, Rogério de Araújo Santana.

Segundo o executivo, a medida não interfere no contencioso com a Receita Federal. Em abril passado, a empresa recebeu multa de 1,45 bilhão de reais da Receita, que questiona a amortização, para fins fiscais, nos exercícios de 2010 e 2011, do ágio gerado na incorporação da Bovespa pela BM&FBovespa em 2008. Isso após ter recebido outra multa pelo mesmo motivo relativa a 2008/09.

Por outro lado, o prejuízo fará a empresa consumir parte do estoque de imposto diferido de 8 bilhões a 9 bilhões de reais, explicou o diretor Financeiro, Corporativo e de Relações com Investidores, Daniel Sonder.

Operacional

Em termos recorrentes, o lucro da BM&FBovespa somou 534,1 milhões de reais no quarto trimestre ante 373,2 milhões nos três últimos meses de 2014. A previsão média de analistas consultados pela Reuters era de lucro de 565 milhões de reais.

De outubro a dezembro, a receita líquida da companhia somou 543,2 milhões de reais, alta de 1,8 por cento ante um ano antes, com destaque para o segmento BM&F, com alta de 18,9 por cento, confirmando expectativas de analistas de maiores volumes de negócios com derivativos. A divisão Bovespa teve queda de 18,2 por cento na receita.

O resultado financeiro do grupo atingiu 289,8 milhões de reais, salto anual de 436,2 por cento, explicado principalmente ao aumento de 252 por cento da receita financeira, na esteira do aumento das taxas de juros e do caixa do período, fortalecido com a venda de 20 por cento das ações detidas no grupo de operadoras de bolsa CME.

Na outra ponta, as despesas somaram 213,4 milhões de reais no trimestre, queda de 14,8 por cento sobre um ano antes.

A companhia manteve as previsões de orçamento para 2016 anunciadas anteriormente, que preveem despesas ajustadas de 640 milhões e 670 milhões de reais e investimentos de 200 milhões a 230 milhões de reais.

O resultado veio num momento em que investidores e analistas aguardam um posicionamento da BM&FBovespa sobre a eventual aquisição da maior central depositária de títulos da América Latina, Cetip. A oferta da BM&FBovespa foi de 39,00 reais por ação, mas foi recusada pela Cetip.

Executivos da companhia discutem seus resultados com analistas nesta sexta-feira da Apimec.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below