Infraero tem excedente de mais de 3 mil funcionários no país, diz presidente

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016 17:26 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Infraero vai alcançar um excedente de mais de 3 mil funcionários este ano mesmo após a concessão de mais quatro aeroportos à iniciativa privada, afirmou nesta quarta-feira o presidente da estatal, Gustavo do Vale.

A Infraero conta atualmente 12 mil funcionários em todos os aeroportos do país. Vale destacou que o Santos Dumont é um exemplo claro da situação vivida hoje pela estatal. O terminal conta com mais de 600 funcionários sendo que a necessidade é de cerca de 280.

"Funcionaríamos hoje tranquilamente com 9 mil funcionários em todo país", disse ele a jornalistas durante evento de inauguração de nova ala no Santos Dumont.

Com a concessão do aeroporto do Galeão à iniciativa privada, muitos dos funcionários da Infraero, migraram para outros aeroportos do Estado, a maioria para o Santos Dumont, disse Vale.

Segundo ele, além dos 2,6 mil funcionários da Infraero que já aderiram a um programa de demissão voluntária (PDV) há um potencial para mais 1,4 mil desligamentos após o leilão dos terminais localizados no Sul e Nordeste do país.

Para conseguir viabilizar esses cortes de excedente de pessoal, a Infraero precisa de recursos do Tesouro para conseguir indenizar os empregados.

A Infraero já conseguiu junto ao Tesouro Nacional a autorização para liberação de cerca de 598 milhões de reais, mas diante do contigenciamento de recursos promovido pelo governo federal só devem ser liberados cerca de 500 milhões de reais para o PDV da estatal.

O custo total estimado com o PDV é de aproximadamente 768 milhões, disse Vale. "A estimativa é que o dinheiro seja suficiente para pagar uns 2 mil dos 2.615 que aderiram ao PDV", disse ele.

Após a concessão de seus principais aeroportos, a Infraero ficará com muitos terminais deficitários e de menor porte em todo país. A Infraero fechou ano passado com déficit "abaixo de 500 milhões de reais", disse Vale, acrescentando que as perspectivas para 2016 não são favoráveis.   Continuação...