26 de Fevereiro de 2016 / às 15:27 / em 2 anos

Dólar passa a subir frente ao real com Ptax, apesar de bom humor externo

Notas de real e dólar em casa de câmbio no Rio de Janeiro. 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar anulou a queda e passou a subir frente ao real nesta sexta-feira, reagindo a operações típicas de fim de mês relacionadas à rolagem de posições e à briga pela formação da Ptax.

Às 12:22, o dólar avançava 0,45 por cento, a 3,9679 reais na venda. Mais cedo, a moeda norte-americana chegou a recuar a 3,9306 reais, refletindo o avanço dos preços do petróleo, expectativas de estímulos na China e dados fortes sobre a economia dos Estados Unidos.

O dólar futuro operava perto da estabilidade.

“O mercado fica pouco previsível quando chega o fim do mês, a gente sabe que tem fatores como a Ptax que levam o real a se descolar dos fundamentos”, disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

A Ptax é uma taxa calculada pelo BC que serve de referência para diversos contratos cambiais. Operadores costumam disputar para influenciar as cotações, mais favoráveis a suas posições no final do mês.

Além disso, muitos operadores relutavam em vender dólares a cotações muito baixas, uma vez que muitos acreditam que a moeda norte-americana deve voltar a subir em meio ao cenário político e econômico conturbado no Brasil.

Essas operações levaram o real a se descolar do otimismo visto nos mercados externos. Os preços do petróleo subiam nesta sessão em meio à forte demanda por gasolina nos Estados Unidos e a expectativas de ações da Opep, apesar do excesso de oferta global.

“O apetite por risco continua”, resumiram analistas do Scotiabank em nota a clientes.

Também contribuiu para o ânimo mais cedo declarações do presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, de que o país ainda tem espaço e ferramentas para estimular a segunda maior economia do mundo.

Por fim, ajudaram ainda dados mostrando que o crescimento econômico dos EUA desacelerou menos do que o inicialmente publicado no quarto trimestre. O impacto desses números era menor em mercados emergentes, já que podem abrir espaço para o Federal Reserve, banco central norte-americano, voltar a elevar os juros mais cedo do que o esperado.

O Banco Central brasileiro concluiu nesta manhã a rolagem integral dos swaps cambiais que vencem em março, que equivalem a 10,118 bilhões de dólares. O próximo lote de swaps vence em 1º de abril de 2016 e equivale a 10,092 bilhões de dólares.

Por Bruno Federowski

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