Marfrig espera alta de até 26% na receita este ano

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016 11:39 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia de carne bovina Marfrig espera um crescimento de 16 a 26 por cento na receita líquida neste ano, apoiada em aumento de exportações e expectativa de entrada de novos destinos de exportação, como Estados Unidos.

A empresa espera receita líquida de 22 bilhões a 24 bilhões de reais este ano após 19 bilhões obtidos com operações continuadas no ano passado.

A expectativa para os investimentos, enquanto isso, é de estabilidade sobre os 448 milhões de reais aplicados em 2015 a 600 milhões de reais, dependendo da evolução do fluxo de caixa da empresa, disseram executivos a investidores e analistas do setor nesta segunda-feira.

A Marfrig divulgou mais cedo redução do prejuízo líquido do quarto trimestre, a 194 milhões de reais, e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado praticamente dentro do esperado pelo mercado.

Descrevendo a linha de previsão da empresa "mais para consciente que conservadora", o vice-presidente financeiro da Marfrig, Ricardo Florence dos Santos, citou desafios que incluem a alta do preço do milho, que impacta o preço de rebanhos comprados para abate. Além disso, citou o desempenho da economia brasileira, onde estão 40 por cento dos negócios da Marfrig.

Em outra frente, Santos afirmou que a Marfrig deverá continuar com a estratégia para melhorar seu perfil de endividamento neste ano, contando para isso com recursos próprios. Ele, porém, não deu mais detalhes.

No quarto trimestre, a Marfrig promoveu uma recompra de bônus com valor de face total de 470 milhões de dólares e reduziu a dívida bruta em 684 milhões de dólares sobre os três meses imediatamente anteriores. Com isso, a empresa reduziu a relação de endividamento medida pela dívida líquida sobre Ebitda de 4,98 vezes no final de 2014 para 2,26 vezes em dezembro passado.

A companhia segue aguardando para algum momento deste ano a liberação dos Estados Unidos para exportações da carne in natura do Brasil, disse o presidente-executivo, Martin Secco, durante reunião com analistas e investidores. "Não temos definição ainda sobre como vai ser (a liberação das exportações), se vai ser livre, se vai ser por cotas, se vão cobrar imposto", disse Secco.

A Marfrig já exporta para os Estados Unidos produtos processados e tem quatro unidades de matéria-prima aprovadas para o país.   Continuação...