Copel aguarda para breve decisão judicial que pode evitar custo maior em Colíder

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016 15:03 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A estatal paranaense Copel CPLE6.SA, uma das maiores geradoras de eletricidade do Brasil, espera ter logo uma definição da Justiça sobre uma liminar que a obriga a retirar toda a vegetação da área que receberá o reservatório da hidrelétrica de Colíder, em Mato Grosso, o que elevaria custos e prazo de implementação da usina.

A limpeza do reservatório de Colíder, que deveria ter iniciado operação em 2015 e atualmente tem geração projetada para 2017, custaria cerca de 150 milhões de reais, pouco mais de 6 por cento do orçamento estimado do empreendimento, próximo de 1,6 bilhão de reais, disse à Reuters o presidente da unidade de geração e transmissão da Copel, Sergio Lamy.

Ao mesmo tempo, acrescentou Lamy, a Copel buscou a Justiça para evitar pagar multas pelo descumprimento do cronograma.

A empresa, também uma das maiores em transmissão no Brasil, alega que foi prejudicada por greves, questões ambientais e até mesmo descobertas arqueológicas no entorno da usina que atrasaram os trabalhos de construção.

"Hoje, tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido da Copel de suspensão dos efeitos dessa liminar (que obriga a limpeza total). O problema não é aumentar o custo, é aumentar por algo desnecessário e que compromete ainda mais o cronograma do empreendimento", disse Lamy.

Segundo ele, a Copel havia feito estudos técnicos que indicavam a necessidade de supressão de apenas 50 por cento da vegetação na área do lago de Colíder, mas a pedido do órgão ambiental essa proporção subiu para 70 por cento.

"Estamos aguardando uma decisão. Está prestes a sair. (Se a liminar não cair) nossa vida vai complicar, porque aí tenho que fazer um novo trabalho no reservatório que não estava previsto", disse.

Licitada em 2010, Colíder deveria ter iniciado a produção em janeiro do ano passado, pelo cronograma original.   Continuação...