Indústria dos EUA se estabiliza; gastos da construção aumentam

terça-feira, 1 de março de 2016 14:24 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - A atividade industrial dos Estados Unidos contraiu pelo quinto mês seguido em fevereiro, mas há sinais de que o setor está se estabilizando, com o crescimento contínuo de novas encomendas e os estoques melhorando.

Outros dados desta terça-feira mostraram que as vendas de automóveis cresceram em fevereiro, com as principais montadoras registrando grandes ganhos em comparação com o mesmo período do ano anterior, e os gastos da construção aumentaram em janeiro para o maior nível desde 2007, oferecendo mais evidências de que a economia está recuperando força após desacelerar no quarto trimestre.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice nacional de atividade industrial aumentou 1,3 ponto, para uma leitura de 49,5 no mês passado, o quinto mês seguido de contração.

Uma leitura inferior a 50 indica contração da indústria, que responde por 12 por cento da economia norte-americana.

Porém, as indústrias disseram que as novas encomendas ficaram estáveis em níveis um pouco maiores, apesar da queda das encomendas para exportação. Os níveis dos estoques e da carteira de encomendas parecem estar se estabilizando. O emprego na indústria também melhorou.

Em um relatório separado, o Departamento do Comércio disse que os gastos com construção subiram 1,5 por cento, para 1,14 trilhão de dólares, o maior nível desde outubro de 2007, com tanto as despesas públicas quanto as privadas subindo. Isso depois de aumento de 0,6 por cento em dezembro, em número revisado ante ganho de 0,1 por cento divulgado anteriormente.

Economistas consultados pela Reuters projetavam que os gastos com construção aumentariam 0,4 por cento em janeiro. Na comparação anual, os gastos subiram 10,4 por cento.

Esses relatórios juntam-se a dados favoráveis sobre gastos dos consumidores, mercado de trabalho, produção industrial e encomendas de bens duráveis, sugerindo que o crescimento econômico acelerou no início do primeiro trimestre após desacelerar para uma taxa anual de 1,0 por cento nos últimos três meses de 2015.

(Reportagem por Lucia Mutikani)