Atividade expandiu, mas em condições mistas, mostra Livro Bege do Fed

quarta-feira, 2 de março de 2016 16:22 BRT
 

Por Lindsay Dunsmuir

WASHINGTON (Reuters) - A atividade econômica nos Estados Unidos continuou a expandir na maioria dos distritos entre o início de janeiro e o fim de fevereiro, mas as condições variaram consideravelmente entre diferentes regiões e setores, informou nesta quarta-feira o Federal Reserve, banco central norte-americano.

O quadro decididamente misto, apresentado no relatório Livro Bege, ilustra a dor de cabeça que autoridades do Fed enfrentarão quando se reunirem novamente para decidir a trajetória dos juros, em 15 e 16 de março.

Os gastos do consumidor cresceram na maioria dos distritos, informou o Fed em seu relatório Livro Bege, que coleta informações relatadas por contatos empresariais em todo o país.

A atividade de manufatura ficou estável, ainda sofrendo o efeito do dólar forte, da demanda fraca do setor de energia e da deterioração das perspectivas globais.

Autoridades do Fed, que não voltaram a aumentar os juros após promoverem uma elevação inicial em dezembro, provavelmente evitarão outra subida neste mês enquanto continuam avaliando o quanto a desaceleração do crescimento global, o aperto das condições financeiras e expectativas de inflação mais baixas vão impactar a economia dos EUA.

De acordo com o Livro Bege, as condições do mercado de trabalho continuaram a melhorar, mas o crescimento salarial "variou consideravelmente" entre os distritos. Da mesma forma, as vendas de automóveis "variaram significativamente", apesar de estarem em níveis elevados, e os preços ao consumidor ficaram estáveis, de forma geral.

O banco central dos EUA disse em dezembro que novas altas de juros dependerão em parte de a inflação progredir de forma perceptível em direção à meta de 2 por cento.

Contatos em Cleveland, Boston e Chicago relataram cautela entre consumidores para gastar em parte devido à volatilidade no mercado e os dois últimos distritos expressaram "decepção" com o fato de que os consumidores não estão gastando uma fatia maior do orçamento liberado pela queda dos preços de gasolina.