Setor de energia eólica teme contratação menor em leilões por queda na demanda

quarta-feira, 2 de março de 2016 20:19 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - Os setor de energia eólica do Brasil teme que a forte queda na demanda por eletricidade leve o governo federal a contratar menos usinas movidas a vento nos próximos anos, o que prejudicaria desde desenvolvedores de parques até fabricantes de equipamentos.

"A indústria está preparada para uma demanda (em leilões) de entre 2 gigawatts e 3 gigawatts por ano", alertou a vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Eólica, Rosana Rodrigues dos Santos.

Em 2015, os leilões federais, contrataram 5,4 gigawatts, dos quais 1,2 gigawatts em usinas eólicas. Os números já apresentam retração ante os 7,6 gigawatts contratados em 2014, quando foram fechados contratos para 1,4 gigawatts em eólicas.

Segundo ela, o governo tem sinalizado com a intenção de contratar eólicas neste ano por meio de leilões de reserva, que podem ser realizados independentemente da demanda das distribuidoras por novos contratos, uma vez que têm como objetivo aumentar a segurança do suprimento.

Não existe, no entanto, uma perspectiva de quanto poderia ser contratado nessas licitações.

O consumo de energia elétrica no Brasil em 2016 deverá cair 1,7 por cento ante 2015, segundo projeção da associação que reúne distribuidoras.

A preocupação com os leilões futuros foi expressada também pelo diretor financeiro da desenvolvedora de projetos eólicos Casa dos Ventos, Ivan Hong.

"Há um risco de desequilibrar um pouco a indústria, seria muito ruim ter um 'buraco' de contratação", disse.   Continuação...