4 de Março de 2016 / às 14:40 / um ano atrás

Familiares de passageiros do voo MH370 processam Malaysia Airlines perto do fim de prazo legal

Advogada Sangeet Deo concede entrevista ao lado de familiares de passageiros do voo MH370. 04/03/2016Olivia Harris

KUALA LUMPUR (Reuters) - As famílias de 12 passageiros do voo MH370 da Malaysia Airlines entraram com processos contra a companhia aérea nesta sexta-feira para não perderem um prazo de dois anos para ações legais.

O voo MH370 desapareceu no dia 8 de março de 2014 quando ia de Kuala Lumpur a Pequim com 239 passageiros e tripulantes a bordo.

Várias ações foram apresentadas em tribunais dos Estados Unidos, da Austrália, da China e da Malásia nas últimas semanas, e outras são esperadas até a próxima terça-feira, quando vence o prazo para as medidas legais.

Familiares de dois passageiros ucranianos entraram com processos no Supremo Tribunal malaio contra a Malaysia Airlines. As famílias de um passageiro russo, um chinês e oito malaios estão processando o governo da Malásia, a empresa aérea, o diretor-geral do Departamento de Aviação Civil e a Força Aérea malaia.

Sangeet Kaur Deo, advogado das famílias russa, chinesa e malaias, disse que elas pedem indenizações não especificadas por negligência, violação de contrato e violação de dever estatutário. Ele ainda afirmou que, embora a aeronave não tenha sido encontrada, os passageiros e tripulantes foram dados como mortos.

"Acho que muitas famílias estavam tentando negociar acordos, mas nada de sensato partiu da Malaysia Airlines. E por essa razão, para garantir seus direitos legais, todas elas decidiram entrar com processos antes de terça-feira", disse Sangeet Kaur a repórteres após a audiência.

Um pedaço de uma asa encontrado em uma praia da ilha Reunião, na costa de Madagascar, no ano passado é o único destroço do MH370 descoberto até hoje, mas oferece poucas pistas sobre o que de fato aconteceu com o avião.

Nesta semana, um destroço encontrado na costa sudeste da África foi enviado à Austrália para ser analisado.

Também nesta sexta-feira, o Supremo Tribunal ouviu um pedido do governo malaio e da Malaysia Airlines Berhad (MAB), a nova designação da Malaysia Airlines (MAS), para que a corte rejeite uma ação de dois adolescentes filhos de dois passageiros.

Em sua ação, o governo e a MAB argumentam que esta última não pode ser responsabilizada pelo voo MH370 por que a nova empresa foi criada oito meses após o desaparecimento da aeronave.

A MAS transferiu todos seus ativos e suas operações à MAB no ano passado como parte de um exercício de reestruturação. As famílias agora temem não receber qualquer compensação da MAS.

Por Rozanna Latiff

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