ENTREVISTA-BB precisa elevar sua fatia no mercado de adquirência, diz vice-presidente

segunda-feira, 7 de março de 2016 11:03 BRT
 

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil vai ampliar contato comercial com concorrentes da Cielo, da qual é sócio, buscando alcançar maior participação no mercado de adquirência de cartões, disse o vice-presidente de Negócios de Varejo do banco, Raul Moreira.

Segundo o executivo, a participação atual do BB no mercado de adquirência não condiz com a relevância da instituição no setor bancário e uma série de ofensivas está sendo planejada para corrigir isso.

"Hoje estimamos nossa participação na atividade de emissão de cartões em cerca de 24 por cento e apenas de 16 por cento na atividade de credenciamento", disse Moreira à Reuters.

Embora as grandes adquirentes sejam controladas por bancos -- a Cielo, líder com 52 por cento do setor, é controlada por BB e Bradesco, a Rede é do Itaú Unibanco e a GetNet pertence ao Santander Brasil - os lojistas que adquirem um aparelho para processar pagamentos com cartões, o chamado POS, podem escolher o banco para se relacionar.

Na prática, o BB avalia que independente da credenciadora que escolhem - e em boa parte dos casos, operam com mais de uma - o banco não é parceiro comercial preferido dos lojistas, mesmo sendo o maior banco do país em crédito e ativos.

Para tentar reverter esse cenário, o BB vai atuar em três frentes, disse Moreira. A primeira é o uso da rede capilarizada de agências para ampliar o uso de meios eletrônicos em regiões e segmentos econômicos nos quais as transações com cédulas ainda são maioria.

"Só com isso achamos que podemos aumentar nossa participação de mercado entre um e dois pontos percentuais", disse Moreira.

Em outra frente, o BB também vai tentar convencer lojistas a ter o banco como principal parceiro, mesmo que usem uma credenciadora rival da Cielo.   Continuação...

 
Agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro.  15/12/2014   REUTERS/Pilar Olivares