BNDES reduz custo de financiamentos e governo estimula debêntures de infraestrutura

segunda-feira, 7 de março de 2016 21:46 BRT
 

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal e o BNDES anunciaram nesta segunda-feira medidas para impulsionar projetos de infraestrutura, com redução do custo de financiamento e facilidade para a emissão de debêntures, dentro da estratégia de elevar a atratividade de projetos nesta área, vistos como essenciais para a recuperação da combalida economia.

As novas regras de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com custo mais baixo, vão valer para projetos de concessão da segunda etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL), melhorando condições de financiamento para rodovias, portos e aeroportos.

A diminuição do custo se dará, de um lado, pelo aumento da participação do banco de fomento nos financiamentos e, de outro, pela ampliação da parcela passível de ser financiada via Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Atualmente, a TJLP está em 7,5 por cento ao ano, contra patamar de 14,25 por cento da taxa básica de juros, a Selic.

Segundo o diretor da área de Mercado de Capitais do BNDES, Júlio Ramundo, essa combinação proporcionará uma redução de 1,3 a 2 pontos percentuais no custo para o tomador dos empréstimos.

Em coletiva de imprensa, ele afirmou que as alterações não farão o BNDES arcar com mais subsídios, pois vêm a reboque de realocações de recursos já aprovados.

"São recursos que já estão dentro do BNDES no seu orçamento. Estamos fazendo uma mudança nas prioridades", afirmou ele, sem especificar quais linhas serão prejudicadas em contrapartida.

Para incentivar que os tomadores de empréstimos também emitam debêntures, o BNDES passará a permitir que haja aumento da parcela em TJLP se parte do projeto for financiado via debêntures.

"Os financiamentos do BNDES a projetos de concessão de rodovias (no primeiro ciclo de investimentos) e de portos, por exemplo, contarão com participação de até 49 por cento em TJLP na composição total do crédito (que inclui também parcela em condições de mercado)", afirmou o BNDES, em nota.   Continuação...

 
Sede do BNDES no Rio de Janeiro.  20/8/2014. REUTERS/Pilar Olivares