Marcelo Odebrecht é condenado a 19 anos de prisão na Lava Jato

terça-feira, 8 de março de 2016 19:01 BRT
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira Odebrecht, foi condenado nesta terça-feira a 19 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa no âmbito do esquema fraudulento investigado pela operação Lava Jato, informou a Justiça Federal.

"Entre os crimes de corrupção, de lavagem e de associação criminosa, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a 19 anos e 4 meses de reclusão, que reputo definitivas para Marcelo Bahia Odebrecht", disse o juiz federal Sérgio Moro na sentença.

De acordo com a decisão, o crime de corrupção do ex-presidente da Odebrecht envolveu o pagamento de 109 milhões de reais e 35 milhões de dólares a funcionários da Petrobras (PETR4.SA: Cotações) como parte do esquema de propina para obtenção de contratos da estatal.

O juiz determinou ainda a interdição de Marcelo Odebrecht, entre outros empresários envolvidos, para o exercício de cargo ou função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência de algumas empresas pelo dobro do tempo da pena de prisão.

Moro determinou ainda que Marcelo Odebrecht, que está preso desde junho de 2015, permaneça detido de forma cautelar em eventual fase recursal.

A defesa de Marcelo Odebrecht criticou em nota a condenação do empresário e afirmou que vai recorrer da decisão.

"A sentença condenatória proferida contra Marcelo Odebrecht é manifestamente iníqua e injusta porque não encontra fundamento nas provas produzidas nos autos da ação penal", disse o advogado Nabor Bulhões.

Também foram condenados os executivos ligados à Odebrecht Márcio Faria e Rogério Araújo, a 19 anos e 4 meses de prisão cada pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa; e César Rocha, a 9 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa e associação criminosa.   Continuação...

 
Marcelo Odebrecht é levado pela Polícia Federal em Curitiba. 08/03/2016 REUTERS/Rodolfo Burher