Dólar cai mais de 1% e gira em torno de R$3,70 com petróleo, BC e cena política

quarta-feira, 9 de março de 2016 12:07 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava mais de 1 por cento e girava em torno de 3,70 reais nesta quarta-feira, dando continuidade ao viés de queda visto recentemente em meio à alta dos preços do petróleo, à atuação do Banco Central e ao cenário político brasileiro.

Às 12:01, o dólar recuava 1,13 por cento, a 3,6967 reais na venda, após cair 1,44 por cento na sessão passada. A moeda norte-americana atingiu 3,6909 reais na mínima da sessão e 3,7515 reais na máxima.

O dólar futuro, que havia reduzido as perdas após o fechamento do mercado à vista, caía 1,5 por cento.

"Essa trajetória de queda do dólar nos últimos dias não está dando sinais de perder força", disse o operador Glauber Romano, da corretora Intercam.

A alta dos preços do petróleo trazia fôlego adicional ao bom humor que vem permeando os mercados domésticos nas últimas sessões. A commodity era influenciada por expectativas de que os principais produtores do mundo podem acertar ainda neste mês o congelamento da produção.

A moeda norte-americana vem recuando firmemente desde a semana passada, conforme as investigações de corrupção no Brasil se aproximaram do governo da presidente Dilma Rousseff.

Muitos operadores acreditam que uma mudança no governo poderia ajudar a resgatar a credibilidade do país com investidores, embora alguns ressaltem que as turbulências políticas tendem a prejudicar as perspectivas econômicas no curto prazo.

A atuação do BC também ajudava a trazer alívio ao mercado de câmbio, após anúncio de leilão de venda de até 2 bilhões de dólares com compromisso de recompra para esta tarde reforçar que a autoridade monetária está pronta para corrigir exageros.

Pela manhã, o BC promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem no próximo mês, vendendo a oferta total de 9,6 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou 3,195 bilhões de dólares, ou cerca de 32 por cento do lote total, que equivale a 10,092 bilhões de dólares.

(Por Bruno Federowski)