BC do Japão mantém política monetária e piora visão sobre economia e inflação

terça-feira, 15 de março de 2016 08:41 BRT
 

Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - O banco central do Japão afirmou nesta terça-feira que vai manter seu enorme programa de compra de ativos nos níveis atuais, mas deu uma visão mais sombria sobre a economia, sugerindo que pode aplicar mais estímulos conforme luta para alcançar sua meta de inflação.

Entretanto, o banco pareceu ter recuado de sua recente mudança radical para a taxa negativa de juros, destacando o dilema que encara enquanto se esforça para responder aos renovados sinais de fraqueza econômica com cada vez menos opções de política monetária.

Seis semanas após ter chocado os mercados financeiros globais e alarmado o público japonês ao levar os juros para o território negativo, o banco central retirou a referência em comunicado após a reunião de política monetária de que vai cortar a taxa de juros ainda mais em território negativo se necessário.

O Banco do Japão também ampliou uma isenção a sua nova política de juros negativo para incluir 90 bilhões de dólares em fundos de curto prazo conhecidos como fundos de reserva de dinheiro após alerta de que poderia conter o investimento no mercado acionário.

Como amplamente esperado, o banco informou que vai continuar suas compras de títulos governamentais e alguns ativos acionários de maior risco, reiterando seu comprometimento com uma meta de base monetária de 80 trilhões de ienes (700 bilhões de dólares).

Também afirmou que vai manter sua nova taxa de juros de -0,1 por cento, que se aplica a algumas reservas mantidas por instituições financeiras no banco central.

Mas deu uma visão pior para a economia e as exportações em particular em comparação a janeiro, com os mercados financeiros voláteis e a fraca demanda das economias emergentes ameaçando tirar a frágil recuperação dos trilhos.

O Banco do Japão também piorou sua avaliação das expectativas de inflação para dizer que elas estavam "enfraquecendo recentemente", reconhecendo que seu estímulo não está estimulando a atividade econômica tanto quanto se esperava.

(Reportagem adicional por Stanley White, Tetsushi Kajimoto e Minami Funakoshi)