Núcleo da inflação nos EUA sobe mais que o esperado; produção industrial cai

quarta-feira, 16 de março de 2016 12:14 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - O núcleo da inflação nos Estados Unidos subiu mais do que o esperado em fevereiro com a manutenção da tendência de alta dos custos de medicamentos e aluguéis, o que pode manter o Federal Reserve, banco central do país, em curso de aumentar os juros gradualmente este ano.

Outros dados nesta quarta-feira mostraram que o mercado imobiliário continuou a se fortalecer no mês passado, com o início de novas construções atingindo seu maior nível em cinco meses após sofrer com o clima adverso.

Embora a expectativa seja de manutenção dos juros pelo Fed na reunião desta quarta-feira, a alta da inflação, a estabilidade do setor imobiliário e o aperto das condições do mercado de trabalho aumentaram a probabilidade de um aumento dos juros em junho.

"Embora poucos esperem que o Fed anuncia uma alta hoje, mais evidências de aumento das pressões inflacionárias vão reforçar os argumentos de mais aumentos nos próximos meses", disse o diretor de investimentos do Plante Moran Financial Advisors, Jim Baird.

O Departamento do Trabalho informou que o núcleo do índice de preços ao consumidor, excluindo os componentes voláteis de energia e alimentação, subiu 0,3 por cento no mês passado, repetindo a variação de janeiro. Economistas consultados pela Reuters esperavam alta de 0,2 por cento do núcleo da inflação.

O Fed tem meta de 2 por cento de inflação e elevou a taxa de juros em dezembro pela primeira vez em quase uma década.

Entretanto, a queda de 13 por cento nos preços da gasolina levou a uma queda de 0,2 por cento no índice geral de preços ao consumidor em fevereiro, após estabilidade em janeiro.

Em outro relatório, o Departamento do Comércio informou que o início de novas construções aumentou 5,2 por cento, para um ritmo sazonalmente ajustado de 1,18 milhão de unidades no mês passado, o maior nível desde setembro.

Já a produção industrial dos EUA recuou 0,5 por cento em fevereiro, pressionada pela queda da produção de petróleo e dos serviços públicos. Economistas consultados pela Reuters esperavam que a produção industrial geral recuasse 0,3 por cento no mês passado.