Ecorodovias não acredita em retomada de leilões de infraestrutura neste ano

quarta-feira, 16 de março de 2016 12:33 BRT
 

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A Ecorodovias está analisando os leilões de infraestrutura que podem ser feitos pelo governo federal, mas não acredita que eles ocorram em quantidade e talvez nem em localizações que possam ser de interesse da companhia neste ano, disse o presidente da empresa, Marcelino de Seras, em teleconferência nesta quarta-feira.

"Não acreditamos neste ano na retomada de leilões, de ativos ao mercado. A dedicação da companhia neste ano será o aumento da eficiência, produtividade, melhoria de indicadores e aditivos contratuais", afirmou Seras a analistas e investidores.

Ele citou que a empresa vê como de difícil ou de longa resolução o cenário político e macroeconômico conturbado no país, o que deve afetar a oferta de ativos de infraestrutura. Assim, a Ecorodovias vai se concentrar em melhorar indicadores como Ebitda e lucro líquido, por exemplo, e redução do endividamento.

"Os novos investimentos que estão sendo falados ainda carecem de melhor compreensão dos riscos e melhor análise de como serão financiados", disse Seras.

Além de relicitar a Ponte Rio-Niterói, vencida pela Ecorodovias, o governo pretendia ter leiloado mais quatro rodovias no ano passado, mas as licitações foram atrasadas devido à necessidade de fazer ajustes nos projetos.

O ministro do Planejamento, Valdir Simão, disse à Reuters na semana passada que o cronograma de concessões de infraestrutura este ano não será alterado, mesmo com a piora no cenário político nos últimos dias.

Estão previstas para este ano as concessões de alguns portos e rodovias, além dos aeroportos de Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Florianópolis.

O primeiro leilão de rodovia da segunda fase do programa de concessões de infraestrutura do governo, desconsiderando a relicitação da Ponte Rio-Niterói, é o da chamada "rodovia do frango", que liga Paraná e Santa Catarina. O edital da licitação ainda não foi publicado e terá ajustes solicitados pelo Tribunal de Contas da União.   Continuação...