CNC pede agilidade em financiamentos a cafeicultores, vê antecipação de colheita

sexta-feira, 18 de março de 2016 14:23 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho Nacional do Café (CNC) afirmou nesta sexta-feira que está pedindo ao governo federal maior agilidade na liberação de financiamentos vinculados ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), diante da expectativa de início de colheita antecipado no Brasil, maior produtor e exportador global da commodity.

Segundo o CNC, que representa cafeicultores do Brasil, com o retorno da normalidade climática, em especial nas regiões produtoras de café arábica, as lavouras dessa variedade têm se desenvolvido melhor do que nas duas safras anteriores e algumas áreas do cinturão produtivo, como o Cerrado e o Sul de Minas Gerais, estão com o processo de maturação dos frutos antecipado.

Isso, afirmou o CNC em nota, "ocasionará, consequentemente, o adiantamento dos trabalhos de colheita".

A colheita de arábica poderia demorar pelo menos mais um mês para começar, segundo especialistas consultados esta semana pela Reuters na região de Minas Gerais.

"Em face desse fenômeno, o Conselho Nacional do Café (CNC) intensificou contatos com o Ministério da Agricultura... no sentido de obter agilidade na liberação dos recursos..., a qual entendemos e solicitamos que seja feita antes do anúncio do Plano Safra", afirmou o CNC.

Caso isso não ocorra, acrescentou o conselho, a chegada de recursos aos agentes da cadeia produtiva será atrasada, como ocorrido em 2015, "ano em que os recursos chegaram a produtores, cooperativas, industriais e exportadores somente em agosto", alertou o órgão.

O CNC lembrou que o Comitê Diretor de Planejamento Estratégico (CDPE), do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) aprovou, em reunião realizada no dia 22 de outubro do ano passado, orçamento recorde para as linhas de financiamento do Funcafé na safra 2016.

O colegiado, composto por representantes de todos os elos do setor privado e do governo federal, sugeriu verba de 4,632 bilhões de reais, crescimento de 12 por cento ante o orçamento de 2015.

(Por Roberto Samora)