Dólar sobe cerca de 1,5%, em direção a R$3,65, após intervenção do BC

segunda-feira, 21 de março de 2016 11:58 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar avançava cerca de 1,5 por cento e se aproximava de 3,65 reais nesta segunda-feira, após o Banco Central anunciar para esta sessão leilão de até 20 mil swaps cambiais reversos, equivalentes à compra futura de até 1 bilhão de dólares, após a moeda norte-americana perder mais de 10 por cento neste mês.

Às 10:51, o dólar avançava 1,36 por cento, a 3,6305 reais na venda, sendo que na máxima do dia, chegou a 3,6494 reais. Até o pregão passado, a moeda havia recuado 10,54 por cento no acumulado de março.

O dólar futuro, que havia reagido após o fechamento do mercado a vista depois de o BC fazer pesquisa de demanda por swaps reversos, avançava cerca de 0,15 por cento.

"O BC identificou nas mesas que o pessoal estava vendendo muito no mercado futuro e esse leilão dá conta dessa demanda. É uma válvula de escape", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

O BC fará entre 12:10 e 12:20 leilão de até 20 mil swaps cambiais reversos, divulgando o resultado a partir das 12:30.

A atuação foi entendida no mercado como uma porta de saída rápida para investidores que haviam apostado na alta da moeda norte-americana e foram pegos de surpresa pelo tombo recente, além de corrigir distorções no mercado causadas pela euforia política e que causaram fortes quedas na moeda.

As vendas de dólares no mercado futuro, combinadas com as saídas de dólares no mercado à vista, pressionaram o cupom cambial, taxa de juros em dólar no mercado brasileiro, a níveis considerados exagerados por muitos investidores.

A taxa de três meses ficou em 3,46 por cento na sexta-feira, perto dos níveis vistos no início de março, quando o BC anunciou leilão de venda de dólares com compromisso de recompra para, na opinião de operadores, corrigir distorções. Nesta sessão, a máxima foi de 3,25 por cento.   Continuação...

 
Notas de dólar e real em casa de câmbio no Rio de Janeiro. 10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes