CPFL vê cenário melhor para distribuição de energia com bandeira tarifária verde

segunda-feira, 21 de março de 2016 13:30 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A CPFL, que controla oito distribuidoras de energia, prevê que a entrada em vigor da bandeira tarifária verde a partir de abril, que acabará com a cobrança extra nas contas de luz, vai melhorar o cenário para o setor de distribuição, ao reduzir riscos de inadimplência e custos das empresas, além de incentivar uma retomada no consumo.

O país teve bandeira tarifária vermelha de janeiro de 2015 --quando o mecanismo passou a ser adotado-- até março deste ano, quando entrou em vigor a bandeira amarela. Em abril, está prevista a entrada da bandeira verde.

"A expectativa é que (a inadimplência) diminua com a bandeira tarifária verde", afirmou o presidente da CPFL, Wilson Ferreira Jr., em teleconferência com investidores nesta segunda-feira.

Ele disse que 2015 representou o pior momento para o setor de distribuição, mas destacou que a expectativa para este ano é melhor, e pode haver até elevação da demanda em algumas concessionárias do grupo, mesmo com a crise econômica, principalmente como efeito da redução do custo.

A redução de custos sinalizada pela bandeira verde impactará as próprias distribuidoras, que vinham se queixando de enfrentar despesas maiores que as reconhecidas nas tarifas ao longo de 2015.

Com essa redução e os reajustes já programados para as tarifas de suas distribuidoras neste ano, a CPFL espera deixar de ter esse descompasso tarifário a partir de setembro.

"Tínhamos enfrentado 2015 com um caixa bastante sacrificado... mas a gente apresenta uma perspectiva bastante positiva em relação aos próximos meses... temos expectativa de até setembro ter esses recursos... eliminando esse que foi um grande problema financeiro da maior parte das distribuidoras", afirmou Ferreira.

O executivo disse que as reduções de tarifas e custos são resultado da melhoria do cenário hidrológico, que afastou riscos de falta de energia observados nos últimos anos.

A CPFL projeta que os reservatórios das hidrelétricas do Brasil deverão encerrar abril em cerca de 61 por cento da capacidade.   Continuação...