Desemprego no Brasil sobe a 9,5% no trimestre até janeiro, diz Pnad Contínua

quinta-feira, 24 de março de 2016 10:25 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil registrou quase 3 milhões a mais de desempregados no trimestre encerrado em janeiro em comparação igual período de 2015, levando a taxa de desemprego a 9,5 por cento com novas perdas no rendimento, em meio ao cenário de forte recessão e inflação elevada.

Com isso, a taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua renovou mais uma vez o maior nível da série iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No quarto trimestre de 2015, a taxa havia sido de 9 por cento, a mesma dos três meses até outubro. Nos três meses até janeiro de 2015, o desemprego havia ficado em 6,8 por cento.

A leitura de agora, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE, ficou um pouco acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de 9,3 por cento segundo a mediana das projeções.

A Pnad Contínua mostrou que o número de desempregados no trimestre móvel até janeiro chegou a 9,623 milhões de pessoas, 6,0 por cento --ou 545 mil pessoas-- a mais do que nos três meses até outubro. Em relação aos três meses até janeiro de 2015, o salto foi de 42,3 por cento, ou 2,859 milhões de pessoas a mais procurando uma colocação no mercado de trabalho, ambos números recordes na pesquisa.

Já a população ocupada caiu 0,7 por cento no trimestre até janeiro sobre o período imediatamente anterior, chegando a 91,650 milhões de pessoas, e recuou 1,1 por cento sobre o mesmo período do ano anterior.

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Fila de pessoas desempregadas em frente a instituição de caridade no centro de São Paulo. 08/03/2016 REUTERS/Paulo Whitaker