CSN tem lucro de R$2,37 bi no 4º tri por combinação de negócios de mineração

terça-feira, 29 de março de 2016 09:15 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia Siderúrgica Nacional encerrou o quarto trimestre com lucro líquido de 2,37 bilhões de reais, devido a ganhos registrados pela combinação de negócios de mineração, ante resultado positivo de 67 milhões um ano antes.

O desempenho vem após a CSN concluir aliança com sócios asiáticos para criar uma nova empresa, a Congonhas Minérios, combinando a mina Casa de Pedra com a mineradora Namisa e ativos de logística.

O procedimento contábil de combinação dos negócios gerou ganho de 2,9 bilhões de reais no resultado e um aumento patrimonial total para a CSN de 4,8 bilhões de reais, informou a empresa.

A CSN teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 686 milhões de reais nos três meses encerrados em dezembro, queda de 32 por cento sobre o mesmo período de 2014.

O resultado encerrou uma temporada de balanços muito fraca para empresas de siderurgia de capital aberto do país, que foi agravada por baixas contábeis diante da deterioração da economia nacional e do excesso de aço no mercado internacional. A Usiminas teve prejuízo de 1,6 bilhão de reais no quarto trimestre, enquanto a Gerdau encerrou o período com resultado negativo em 3,17 bilhões.

O grupo siderúrgico teve receita líquida de 3,68 bilhões de reais no período, recuo de 3,7 por cento na comparação anual.

Analistas, em média, esperavam Ebitda de 642,6 milhões de reais para o quarto trimestre, com receita líquida de 3,988 bilhões.

A CSN encerrou 2015 com dívida líquida ajustada de 26,5 bilhões de reais. A relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado foi de 8,2 vezes ante 4 vezes no final de 2014 e 6,6 vezes no final do terceiro trimestre.

Separadamente, a CSN informou que seus controladores indicarão para o Conselho de Administração da companhia, com mandato até Assembleia Geral Ordinária de 2017, Benjamin Steinbruch, Yoshiaki Nakano, Antonio Bernardo Vieira Maia e Léo Steinbruch.

(Por Priscila Jordão e Alberto Alerigi Jr.)