BC vê menor avanço do crédito no Brasil em 2016; bancos públicos puxam expansão

terça-feira, 29 de março de 2016 12:36 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central piorou sua projeção para o mercado de crédito no Brasil em 2016 para alta de apenas 5 por cento, sobre 7 por cento anteriormente, expansão que continuará sendo puxada pelos bancos públicos, embora com menor apetite.

Se confirmado, este deverá ser o pior desempenho anual registrado pelo país desde o início da série histórica do BC, em março de 2007, reflexo da economia em recessão, com bancos mais seletivos e consumidores mais apertados.

No ano passado, o estoque de crédito já tinha registrado crescimento modesto, de 6,6 por cento, bem abaixo da inflação de 10,67 por cento no período.

Nesta terça-feira, o BC reduziu suas expectativas para o crédito no ano em todas as frentes. Estimou que o avanço do saldo de financiamentos pelas instituições públicas deverá ser 8 por cento no ano, contra 9 por cento anteriormente.

Já os estoques dos bancos privados nacionais deverão encolher 1 por cento. Antes, a expectativa era de avanço de 2 por cento, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

A perspectiva de crescimento no ano para o crédito livre passou a 2 por cento, e a do crédito direcionado para 7 por cento, contra estimativas anteriores de 5 e 9 por cento, respectivamente.

Em fevereiro, o estoque total de crédito no país recuou 0,5 por cento, a 3,184 trilhões de reais. Com isso, passou a responder por 53,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o BC, o saldo deve fechar o ano a 54 por cento do PIB, ante 54,5 por cento em 2015.

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