RIOgaleão cobra empréstimo de longo prazo do BNDES para decidir interesse em novas concessões

segunda-feira, 4 de abril de 2016 16:25 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O interesse do consórcio RIOgaleão em novos leilões de aeroportos no país este ano está condicionado à liberação de um financiamento de longo prazo do BNDES ao grupo, afirmou nessa segunda feira o presidente da concessionária, Luiz Rocha.

O executivo disse que desde depois do consórcio assumir o controle do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, o grupo conversa com o BNDES sobre a liberação de cerca de 2 bilhões de reais em forma de financiamento de longo prazo.

Até agora, o banco de fomento repassou ao consórcio cerca de 1,1 bilhão de reais em forma de empréstimo-ponte até que haja uma definição do empréstimo de longo prazo.

"Nós acionistas estamos dialogando com o BNDES e esperamos que isso seja concluído proximamente, talvez em duas semanas haja uma solução", disse Rocha a jornalistas ao destacar que o financiamento de longo prazo foi uma promessa do governo federal para atrair a participação de grupos nacionais e estrangeiros para o leilão do aeroporto fluminense.

O consórcio assumiu a operação do Galeão em agosto de 2014, após leilão ocorrido em novembro 2013 em que venceu com oferta de 19,018 bilhões de reais, quase quatro vezes maior que o lance mínimo definido pelo governo federal.

"Acredito que o apetite para futuras concessões, caso não se concretize (o empréstimo de longo prazo do BNDES), se reduza", disse Rocha ao ser questionado sobre os planos da empresa sobre as novas concessões de aeroportos que o governo federal pretende realizar neste ano.

O governo quer licitar neste ano as concessões dos aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.

O RIOgaleão é formado pela operadora Changi Airports International, de Cingapura, e pela empresa de infraestrutura logística Odebrecht TransPort, do grupo Odebrecht, envolvido nas investigações da operação Lava Jato.

Ao ser questionado se a liberação do empréstimo estaria sendo dificultada pelos desdobramentos ligados à Lava Jato, Rocha afirmou que a demora se deve à questão de garantias.   Continuação...