Infraero quer conseguir R$500 mi com concessões de três áreas para condomínios logísticos

terça-feira, 5 de abril de 2016 15:50 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Infraero pretende obter cerca de 500 milhões de reais em investimentos e taxas de alugueis com a concessão de espaços para a construção e exploração de condomínios logísticos nos aeroportos de Uberlândia (MG), Recife (PE) e Joinville (SC), informou a estatal nesta terça-feira.

O prazo contratual será de 25 anos para as três áreas, que devem ser seguidas por outros locais posteriormente. A concorrência será por maior valor de oferta.

Em Uberlândia, o espaço será de 100 mil metros quadrados, com investimento e preço de aluguel em torno de 60 milhões de reais. Em Recife, serão 30 mil metros quadrados, por 140 milhões de reais, e em Joinville, 70 mil metros quadrados por entre 280 milhões e 300 milhões de reais.

O valor mínimo de aluguel será de 60 mil reais por mês em Uberlândia, 35 mil no Recife e de 1,2 por cento da receita de faturamento em Joinville.

Segundo o diretor comercial e de logística de cargas da Infraero, André Luiz Marques de Barros, o leilão das primeiras três áreas será um termômetro para avaliar o interesse pelas demais. Nesta semana, será publicado o edital de Uberlândia e os de Recife e Joinville em no máximo 60 dias. As licitações devem ocorrer cerca de 30 dias após as publicações, afirmou durante evento do setor, acrescentando que a investida tem sido o principal foco da área de logística da Infraero.

"Em prospecção temos fortemente Vitória (ES), Goiânia (GO) e Navegantes (SC) e, após esses locais, temos áreas disponíveis em mais 16 terminais", disse Barros.

A iniciativa busca aliar a infraestrutura de aeroportos a uma infraestrutura dedicada a empresas que necessitem de um centro de distribuição ou que lidam com o recebimento e despacho de mercadorias.

"O benefício é a linha de produção ficar mais próxima ao escoamento (da empresa)", disse Barros. De acordo com ele, a ideia é atender áreas onde o modal aéreo não é tão forte e onde há necessidade de absorção e integração entre modais.

(Por Priscila Jordão)