Nordex e Acciona apostam no mercado eólico do Brasil, mas câmbio é desafio

segunda-feira, 11 de abril de 2016 10:48 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - As fabricantes de equipamentos de energia eólica Nordex e Acciona, que na última semana concluíram processo de fusão, veem o Brasil como um dos principais mercados para essa indústria, junto com Estados Unidos, México, Europa, África do Sul e Índia, embora a crise econômica e a taxa de câmbio sejam desafios para o setor no país, afirmaram as companhias à Reuters.

As empresas destacaram que a Acciona já tem uma fatia relevante no mercado brasileiro de turbinas eólicas e que a intenção é seguir entre os líderes do mercado local, que ainda será grande, mesmo com a atual retração econômica, que reduziu a demanda por eletricidade no país.

"Isso é um desafio para todos os players no mercado. Mas o Brasil vai continuar um dos maiores mercados... não prevemos que outros países na América Latina que possam alcançar o tamanho do mercado brasileiro", disseram as empresas à Reuters, em respostas enviadas pela assessoria de imprensa via email.

A Nordex é uma das líderes no fornecimento de equipamentos eólicos na Europa, enquanto a Acciona possui grande força nas Américas e em mercados emergentes, incluindo o Brasil, onde a companhia tem sua única fábrica de turbinas na América Latina.

"Nós agora podemos melhorar nossa posição no Brasil ao construir uma nova companhia com a força de duas. Essa foi uma das razões para a fusão, mas de longe não a única", disseram as empresas.

O foco das operações na nova companhia criada pela fusão será aproveitar sinergias entre o portfólio de Nordex e Acciona e focar em mercados vistos como estratégicos.

"Primeiro, nós temos que reforçar nossa posição em regiões-chave, como EUA, México, Brasil, Europa e África do Sul. Em segundo lugar, nós estamos próximos de completar nosso plano para a Índia. Nós vemos um grande apetite de fortes investidores lá", destacaram as empresas.

No Brasil, as empresas destacaram o desafio da desvalorização cambial do real, que torna os equipamentos mais caros, porque muitos componentes ainda são importados, e alguma incerteza em relação ao crescimento do mercado em meio a uma menor demanda por energia.   Continuação...