Petroleiras dos EUA sentem redução do crédito com bancos ficando mais cautelosos

segunda-feira, 11 de abril de 2016 15:41 BRT
 

(Reuters) - Dentro de uma épica deterioração do petróleo há quase dois anos, as petroleiras dos Estados Unidos que elevaram os mercados de energia globais estão finalmente sentido um aperto no crédito com os bancos fazendo seus maiores cortes em seus empréstimos até o momento.

A cada seis meses, os produtores de petróleo e gás e os bancos negociam quanto crédito devem receber baseado no valor de suas reservas no solo.

Em revisões anteriores, os bancos estavam dispostos a oferecer às empresas que contraíram empréstimos alguma folga, encorajados pelos hedges de produtores contra a queda dos preços e sua habilidade de manter os cortes de custos alinhados com a queda do petróleo que começou em meados de 2014.

Desta vez, com os hedges de muitas empresas já expirados e os preços do petróleo usados nas revisões 20 por cento menores que há seis meses, os bancos estão endurecendo suas políticas.

Somente algumas semanas dentro da rodada atual de conversas mais de uma dúzia de empresas tiveram seus empréstimos reduzidos por um total de 3,5 bilhões de dólares, equivalentes a um quinto do crédito disponível, de acordo com dados compilados pela Reuters.

A este ritmo, mais 10 bilhões de dólares em créditos bancários desaparecerão, com mais aproximadamente 50 bilhões de dólares em linhas de crédito sendo criteriosamente observadas em conversas que se estendem até maio.

Empresas e bancos contatados pela Reuters não quiseram comentar além de suas declarações públicas devido à natureza sensível das negociações.

(Por David Henry em Nova York e Swetha Gopinath e Amrutha Gayathri, em Bangalore)