Petrobras faz maior exportação de diesel do Brasil em quase 2 anos, diz fonte

segunda-feira, 11 de abril de 2016 17:10 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras exportou em março uma carga de 50 milhões de litros de diesel para a Argentina, a primeira grande exportação do combustível neste ano, uma forma de a empresa lidar com a fraqueza do mercado interno, afirmou fonte da empresa à Reuters.

Apenas essa carga exportada representaria o maior volume mensal de diesel vendido pelo país ao mercado externo desde março de 2014, quando o Brasil exportou 59,9 milhões de litros, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Ainda que a Petrobras seja uma importadora líquida de petróleo e derivados, a estatal está atenta a oportunidades de exportação, acrescentou a fonte, na condição de anonimato, explicando que os negócios com o exterior ajudam a estatal a reduzir o excedente, em momento em que as vendas de combustíveis estão em retração no Brasil, afetadas pela recessão.

"Estamos sempre olhando e tentando abrir novas janelas e oportunidades. Achamos que pelas condições que temos de preço, frete e logística, o Atlântico Sul, na parte mais baixa (do Atlântico Sul), é uma oportunidade", disse a fonte.

Em fevereiro deste ano, o Brasil exportou apenas 500 mil litros de diesel, segundo a ANP, enquanto o volume de março, segundo a fonte, representaria mais 60 por cento de todo o combustível exportado em 2015 (81,2 milhões de litros).

"Temos competitividade no Atlântico Sul e estamos olhando para nossos vizinhos. No passado, já exportamos muito para Paraguai e outros países da região e estamos novamente de olho", declarou a fonte.

A fonte da Petrobras evitou afirmar se essa exportação relativamente elevada representa uma tendência, enquanto o mercado interno está fraco e a estatal está com alto nível de utilização da sua capacidade instalada.

Segundo a fonte, na média do ano, as unidades operam com mais de 92 por cento de sua capacidade instalada, contra uma média de pouco mais de 90 por cento em 2015.   Continuação...