Dólar sobe mais de 1,5% sobre o real, com forte atuação do BC

terça-feira, 12 de abril de 2016 11:45 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia mais de 1,5 por cento nesta terça-feira, voltando a se aproximar da casa dos 3,55 reais, impactado pela forte atuação do Banco Central após as recentes quedas, mas com o mercado ainda de olho nos próximos passos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Às 10:15, o dólar avançava 1,57 por cento, a 3,5495 reais na venda. Na véspera, a moeda norte-americana despencou quase 3 por cento, indo abaixo de 3,50 reais e no menor patamar em quase oito meses. Nas últimas duas sessões, acumulou queda de 5,39 por cento, sob a expectativa dos investidores de que Dilma seja afastada do Palácio do Planalto.

O dólar futuro subia cerca de 1,30 por cento.

"(O dólar) caiu muito ontem e o BC veio forte", afirmou o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel, para quem o mercado já precificou o afastamento da presidente e, por isso, a moeda norte-americana deve ser negociada em torno do atual patamar.

"Pode variar um pouco para baixo ou para cima, dependendo das notícias", acrescentou, lembrando que o mercado já colocou na conta que a presidente será de fato afastada.

Na noite passada, a comissão especial do impeachment aprovou o parecer favorável à abertura do processo contra Dilma por 38 votos a 27, resultado comemorado pela oposição mas que não desagradou de todo os governistas por não chegar a dois terços de deputados a favor do impedimento. No fim da semana, o plenário da Câmara dos Deputados deve votar a matéria.

Diante da forte queda do dólar, o BC mais uma vez entrou em campo e aumentou a artilharia. Para este pregão, dobrou a dose dos leilões de swaps reversos --correspondentes à compra futura de dólares-- para 40 mil contratos, vendendo a oferta integral de uma vez só.

Ainda nesta manhã, o BC realizará uma nova oferta de swap reverso de até 40 mil contratos.

Na véspera, vendeu os 20 mil swaps reversos que ofertou, mas precisou fazer três leilões.   Continuação...

 
Nota de dólar vista em casa de câmbio no Rio de Janeiro.    24/09/2015       REUTERS/Sergio Moraes