Carrefour tem avanço nas vendas do 1º tri com ajuda de resultado no Brasil

sexta-feira, 15 de abril de 2016 07:52 BRT
 

Por Dominique Vidalon

PARIS (Reuters) - O Carrefour informou a investidores nesta sexta-feira que está confortável com expectativas do mercado de lucros maiores neste ano, depois de divulgar maior crescimento das vendas no primeiro trimestre, impulsionadas por sua performance na Espanha e Itália, assim como no Brasil.

A maior varejista da Europa disse que as vendas do primeiro trimestre somaram 20,05 bilhões de euros, em linha com a média das estimativas de analistas de 20,04 bilhões de euros, conforme pesquisa da Thomson Reuters.

No Brasil, segundo maior mercado do Carrefour depois da França, as vendas na categoria mesmas lojas subiram 9,9 por cento no trimestre.

O Carrefour tem conseguido suportar melhor a desaceleração no Brasil do que o rival francês Casino, já que vende principalmente alimentos no país e é menos vulnerável à queda dos gastos do consumidor.

As vendas na China caíram 8,4 por cento no trimestre, melhora sobre a queda de mais de 15 por cento no quarto trimestre.

As ações do grupo francês, segundo maior varejista do mundo, subiam 4,4 por cento às 7:16, no horário de Brasília.

"Uma atualização reconfortante sobre os negócios", disseram analistas da Exane BNP Paribas, acrescentando que declarações feitas pelo vice-presidente financeiro, Pierre-Jean Sivignon, sobre a perspectiva de lucro foram "encorajadoras neste estágio inicial do ano".

As condições dos negócios permaneceram desafiadoras na China, embora tenha havido sinais de que esforços para restruturação no país começaram a compensar, uma vez que as vendas melhoraram no trimestre na base sequencial.

Sivignon disse a jornalistas em teleconferência que as estimativas do mercado para o lucro antes de juros e impostos (Ebit) em 2016 de cerca de 2,5 bilhões de euros são "razoáveis" nesse estágio, o que implicaria uma alta de aproximadamente 2 por cento sobre o resultado do ano passado de 2,45 bilhões de euros.

No entanto, ele alertou que ainda é cedo e que as moedas estão muito voláteis.

 
Logo do Carrefour visto na França.      29/02/2016         REUTERS/Jacky Naegelen/Files