Crescimento da China desacelera a 6,7% no 1º tri sobre ano anterior

sexta-feira, 15 de abril de 2016 07:35 BRT
 

Por Kevin Yao e Sue-Lin Wong

PEQUIM (Reuters) - A economia da China cresceu ao ritmo mais lento desde 2009 no primeiro trimestre, mas um salto na dívida parece estar alimentando a recuperação da atividade industrial, do investimento e dos gastos das famílias na segunda maior economia do mundo.

São boas notícias no curto prazo, dizem economistas, mas muitos temem que isso possa marcar um retorno ao velho receituário utilizado durante a crise financeira, quando Pequim tirou sua economia de um período de desaceleração por meio de imensos estímulos, em vez de reformas estruturais.

Dados oficiais publicados na sexta-feira mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,7 por cento no primeiro trimestre na comparação com o ano anterior, ligeiramente abaixo dos 6,8 por cento do quarto trimestre, como esperado.

No entanto, outros indicadores mostraram que os novos empréstimos, vendas no varejo, produção industrial e investimentos em ativos fixos ficaram acima do previsto.

Embora alguns analistas digam que os dados são evidência de que a desaceleração econômica atingiu o fundo do poço, alguns advertem que o primeiro trimestre de 2015 teve um início similarmente positivo para então desembocar em uma quebra das bolsas mais tarde no ano.

"O que isso mostra é uma estabilização da economia antiga", disse Raymond Yeung do ANZ, citando a recuperação da produção industrial e do investimento em ativos fixos.

"Eu continuaria cauteloso sobre o crescimento... O dado de 6,9 por cento do ano passado foi sustentado por uma grande contribuição de serviços financeiros e o crescimento forte recente dos empréstimos e do crédito e a retomada recente de ofertas iniciais de ações sugerem que isso ainda pode ter uma grande contribuição".

A Agência Nacional de Estatísticas disse em entrevista à imprensa em Pequim nesta sexta-feira que, embora os principais indicadores econômicos tenham mostrado mudanças positivas, "a pressão negativa não deve ser subestimada".   Continuação...