Grupo de educação Tiradentes espera alta de 40% em base de alunos até 2017, com EAD e aquisições

sexta-feira, 15 de abril de 2016 17:15 BRT
 

IPOJUCA, Pernambuco (Reuters) - O grupo de educação Tiradentes espera crescer o número de alunos em 40 por cento até 2017, compensando a queda da modalidade presencial com o maior número de matriculados no ensino a distância (EAD) e aquisições estratégicas na região Nordeste, sua área de atuação.

Caso este avanço se concretize, a instituição passaria dos 50 mil para 70 mil alunos, passando a ocupar o posto de décimo maior grupo educacional do país ante à atual 12a posição, de acordo com o superintendente-geral da instituição, Jouberto Uchôa Júnior.

O grupo familiar possui operações em Sergipe, Alagoas e Pernambuco, para ensino presencial e a distância. No Rio Grande do Norte e Bahia oferece apenas o EAD, mas aguarda o credenciamento do Ministério da Educação (MEC) para uma unidade em Feira de Santana (BA).

Depois de duas aquisições em 2012 e 2015, a companhia fundada em 1962 mira instituições com mais de 3 mil alunos no Nordeste, onde empresas como a Kroton também estão mirando seus planos de expansão.

“É onde a gente conhece, sabe operar e tem um bom reconhecimento da marca”, afirmou o executivo. Há, ainda, pedido no MEC para credenciamento de mais 12 polos de EAD que quando aprovados têm potencial para triplicar o número de alunos da modalidade de 10 mil para 30 mil. Hoje o grupo possui 10 polos para oferecer a modalidade nos cinco Estados em que atua.

A companhia também está repensando políticas de cobrança e trabalhando para oferecer um programa de financiamento privado próprio a partir do próximo ano, afirmou Uchôa.

A captação de alunos novos caiu 10 por cento no primeiro semestre ano a ano, mas a base total aumentou 5 por cento, com transferência de alunos e crescimento de outras modalidades, como o EAD.

Hoje, o grupo já oferece aos alunos opção de financiamento privado por meio da empresa de crédito universitário Pravaler e tem atualmente 500 alunos nesta modalidade.

(Por Juliana Schincariol)