China e grandes produtores de aço não chegam a acordo para limitar produção

segunda-feira, 18 de abril de 2016 18:03 BRT
 

BRUXELAS (Reuters) - A China e outros grandes produtores de aço não conseguiram atingir um acordo para medidas capazes de lidar com a crise mundial do setor, conforme ambos os lados não chegam a um consenso sobre as causas para o excesso de capacidade produtiva.

Uma reunião de ministros de representantes de Comércio de 30 países, na Bélgica, tinha como objetivo soluções para se lidar com a sobrecapacidade, mas concluiu apenas que o problema precisa ser enfrentado com rapidez e de maneira estrutural.

A reunião também foi patrocinada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que afirmou que a capacidade global de produção de aço estava em 2,37 bilhões de toneladas anuais em 2015, mas apenas 67,5 por cento desse total foi usado, abaixo do nível de 70,9 por cento de 2014.

Durante a entrevista coletiva após a reunião desta segunda-feira, profundas divisões estavam claras.

O ministro assistente de Comércio da China, Zhang Ji, rebateu acusações de que Pequim subsidia exportadores de aço e disse que a China cortou 90 milhões de toneladas em capacidade e que tem planos para reduzir mais 100 a 150 milhões de toneladas.

"Isso é 10 milhões de toneladas a menos que a capacidade da Europa", disse ele, embora críticos afirmem que a China ainda tem uma capacidade de cerca de 1 bilhão de toneladas anuais, bem acima de suas necessidades.

A China disse que a causa fundamental para o excesso de capacidade da indústria foi o colapso da demanda durante a crise financeira global de 2008-09 e que a questão é um problema comum a todos os países.

Entretanto, o vice-representante de comércio dos EUA, Robert Holleyman, disse que os comentários de Zhang sobre a questão de subsídios à exportação não foram ao ponto.

"O que estamos discutindo são subsidíos que encorajam capacidade siderúrgica ou que sustentam empresas ou usinas deficitárias", disse ele, acrescentando que uma "massa crítica de economias" precisa concordaram com medidas adicionais.   Continuação...