SunEdison mantém aposta em energia solar do Brasil mesmo com recuperação judicial nos EUA

sexta-feira, 22 de abril de 2016 18:27 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana SunEdison quer manter a aposta no mercado de energia solar do Brasil e de outros países da América Latina, mesmo após a companhia entrar com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, afirmou um executivo da empresa à Reuters nesta sexta-feira.

A companhia possui uma série de usinas fotovoltaicas a serem implementadas no país entre 2017 e 2018, parte delas em uma parceria com a Renova Energia cujo futuro ainda está em discussão entre as empresas.

Os investimentos no mercado brasileiro são vistos como de longo prazo e não deverão ser afetados pela crise na companhia, que inclusive pretende participar de novos leilões de energia, embora não descarte a venda de alguns de seus projetos no país.

Com o pedido de proteção contra falências anunciado na quinta-feira, após uma agressiva estratégia de aquisições que elevou a dívida da companhia a cerca de 12 bilhões de dólares, a SunEdison tornou-se uma das maiores empresas não financeiras dos EUA a tentar a reestruturação judicial nos últimos dez anos.

"Alguns negócios serão reestruturados e outros não... a América Latina é uma das duas ou três unidades de negócios mais importantes para a companhia, e não esperamos nenhum impacto negativo (na região)... temos todo o interesse em continuar as atividades de desenvolvimento no Brasil e outros países da América Latina", disse à Reuters o vice-presidente da SunEdison para a região, Carlos Barrera.

O executivo afirmou em conversa por telefone que a SunEdison pretende levar adiante os projetos que possui no Brasil, após em novembro passado a companhia ter vencido um leilão para instalar cerca de 120 megawatts em usinas fotovoltaicas na Bahia. Esses empreendimentos precisam iniciar operação em 2018.

"Absolutamente, vamos continuar com o desenvolvimento (de projetos em andamento) e o investimento em novos projetos. Nosso objetivo é continuar o trabalho que começamos", disse Barrera.

Ele não descartou, no entanto, a possibilidade de vender projetos no Brasil.   Continuação...