Economistas veem juros básicos e inflação menores em 2016 e 2017

segunda-feira, 25 de abril de 2016 10:53 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Os economistas de instituições financeiras reduziram suas projeções para a inflação e para os juros básicos para o final de 2016 e 2017, e confirmaram a perspectiva de que a Selic será mantida em 14,25 por cento esta semana.

Segundo a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a estimativa para a alta do IPCA no final deste ano caiu pela sétima vez seguida, em 0,1 ponto percentual, a 6,98 por cento.

Ainda assim, segue acima do teto da meta do governo, de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais.

Para 2017 também houve novo alívio na expectativa, com a mediana mostrando avanço de 5,80 por cento no IPCA, contra 5,93 por cento antes, abaixo do teto da meta, que para o ano que vem também é de 4,5 por cento, porém com tolerância de 1,5 ponto.

As projeções para este Focus foram feitas depois que a Câmara dos Deputados aprovou a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O Senado agora decide se aceita ou não, e Dilma será afastada do cargo se o pedido de impeachment seguir em frente na Casa.

Em abril, o IPCA-15 voltou a acelerar e subiu 0,51 por cento, mas em 12 meses foi a 9,34 por cento, contra 9,95 por cento no mês anterior.

Com a recessão econômica ajudando a abrandar a inflação, a perspectiva para a taxa básica de juros no final deste ano foi a 13,25 por cento, sobre 13,38 por cento ao ano na mediana das projeções do levantamento anterior.

A pesquisa junto a uma centena de economistas mostrou ainda que na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a expectativa é de que a Selic seja mantida no patamar atual de 14,25 por cento, mesma projeção do Top 5, grupo que mais acerta as projeções.

Em relação a 2017 também houve redução na estimativa para a taxa de juros, 12,00 por cento, contra 12,25 por cento antes. O Top-5 calcula a taxa básica de juros a 13,38 por cento em 2016 e 12,25 por cento no final do ano que vem, sem alterações sobre a semana anterior.   Continuação...

 
Prédio do Banco Central em Brasília. 09/12/2015. REUTERS/Ueslei Marcelino