Vendas de diesel caem no 1º tri; gasolina sobe ganhando mercado do etanol

segunda-feira, 25 de abril de 2016 16:37 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas de diesel no Brasil caíram no primeiro trimestre, em meio à pior recessão econômica em décadas, enquanto a gasolina teve uma leve alta nas vendas, ganhando competitividade em relação ao etanol hidratado, seu concorrente renovável no abastecimento de veículos flex.

As vendas de diesel caíram 6,1 por cento nos primeiros três meses do ano em relação ao mesmo período de 2015, para 81,579 milhões de barris, publicou nesta segunda-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em março, as vendas de diesel caíram 5,4 por cento ante o mesmo mês do ano anterior, para 29,84 milhões de barris.

Já as vendas de gasolina C avançaram 1,4 por cento entre janeiro e março ante o mesmo período do ano anterior, para 66,13 milhões de barris, ganhando competitividade em relação ao etanol hidratado, cujas vendas recuaram 12,3 por cento na mesma comparação, para 21,9 milhões de barris.

O ganho de mercado da gasolina no primeiro trimestre foi puxado pelas vendas de março, que cresceram 9,5 por cento na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para 23,44 milhões de barris, enquanto as vendas de etanol hidratado caíram 22 por cento, para 7,1 milhões de barris.

Somando todos os combustíveis, as vendas das distribuidoras recuaram 5 por cento no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano anterior, para 206,9 milhões de barris. Em março, as vendas caíram 4,2 por cento em relação ao mesmo mês de 2015.

Os combustíveis somados são etanol, gasolina C (etanol anidro e gasolina A), gasolina de aviação, gás liquefeito de petróleo (GLP), óleo combustível, óleo diesel, querosene de aviação e querosene iluminante.

O recuo progressivo das vendas de combustíveis vem sendo associado por especialistas à menor atividade econômica e à queda estimada no consumo das famílias.

Apesar disso, representantes do setor estão traçando estimativas de aumento da demanda no longo prazo, o que trará a necessidade de crescimento das importações de derivados do petróleo.

(Por Marta Nogueira)