Dados fracos da indústria e confiança do consumidor nos EUA afetam cenário de crescimento

terça-feira, 26 de abril de 2016 13:42 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - As encomendas de bens duráveis industrializados nos Estados Unidos se recuperaram bem menos do que o esperado em março, com a demanda por automóveis, computadores e produtos elétricos caindo, o que sugere que a contração do setor industrial está longe do fim.

O relatório do Departamento do Comércio divulgado nesta terça-feira também indica que os gastos empresariais e o crescimento econômico foram fracos no primeiro trimestre. As perspectivas para o segundo trimestre pioraram após outro relatório mostrar uma queda na confiança do consumidor em abril.

Os dados foram divulgados no dia em que o Federal Reserve, banco central dos EUA, iniciou sua reunião de dois dias sobre a política monetária, com a expectativa de que mantenha a taxa de juros. O Fed elevou os juros em dezembro pela primeira vez em quase uma década.

"Esses relatórios decepcionantes provavelmente vão aumentar a cautela no Fed", disse o vice-economista-chefe do TD Securities Millan Mulraine.

O Departamento de Comércio informou que as encomendas de bens duráveis, itens que vão desde torradeiras a aeronaves e que devem durar ao menos três anos, aumentaram 0,8 por cento no mês passado, após recuarem 3,1 por cento em fevereiro.

Encomendas de bens de capital fora do setor de defesa e excluindo aeronaves, um indicador de planos de gastos empresariais acompanhado de perto, ficaram inalteradas após a queda de 2,7 por cento no mês anterior. Anteriormente havia sido divulgada uma queda de 2,5 por cento do chamado núcleo das encomendas de bens de capital em fevereiro.

Economistas haviam projetado que as encomendas de bens duráveis avançariam 1,8 por cento no mês passado, e que o núcleo teria alta de 0,8 por cento.

Um segundo relatório desta terça-feira mostrou que o índice de confiança do consumidor do Conference Board caiu 1,9 ponto, para uma leitura de 94,2 em abril. Os consumidores estão um pouco pessimistas com as perspectivas econômicas no curto prazo, refletindo que eles não esperam uma melhora na atividade.