Multiplan vê 2º semestre com otimismo e aguarda reversão do cenário

quinta-feira, 28 de abril de 2016 13:31 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Multiplan avalia com "muito otimismo" as perspectivas para o próximo semestre, sobretudo pelo fator político macroeconômico, enquanto espera que uma reversão do cenário atual traga a retomada de projetos e expansões.

"Temos em andamento vários projetos para realizar. A nossa expectativa é que a economia comece a reagir em breve, criando um ambiente propício para nossos projetos, que estão em condições de serem imediatamente comercializados", afirmou o diretor-presidente da companhia, José Isaac Peres, em teleconferência.

A companhia tem atualmente um projeto em construção, o Parque Shopping Canoas, no Rio Grande do Sul, que será inaugurado em 2017. Até o momento, 72 por cento das lojas já estão locadas.

O diretor-presidente da Multiplan afirmou que uma eventual mudança de governo trará uma "enorme reversão de expectativa" no meio empresarial e que a mudança de cenário é um elemento fundamental para o país, e "até para o mundo".

"Estamos aproveitando o momento para aperfeiçoar nosso mix (de lojas) com perspectivas de recuperação do país, o que nos leva a pensar em expansões futuras", afirmou.

A administradora de shopping centers informou na véspera que teve lucro líquido de 70,1 milhões de reais no primeiro trimestre, praticamente estável ante o mesmo período um ano antes.

Entre janeiro e março, a inadimplência bruta dos shoppings centers foi de 4,5 por cento, ante 1,8 por cento um ano antes, em parte por causa do aluguel dobrado cobrado em dezembro e pago em janeiro, de acordo com o diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Armando D´Almeida.

Os executivos da companhia afirmaram não estar preocupados com este avanço, porque além de ter um percentual baixo em relação ao resultado financeiro da empresa, em alguns casos a Multiplan está retomando os pontos para repassar a novos lojistas.

Apesar da inadimplência ter mais do que dobrado em 12 meses, ela "não tem grandes impactos em termos financeiros para a companhia", disse D´Almeida. Com o recebimento de aluguéis e encargos atrasados, o nível atual de inadimplência estaria em 3 por cento, completou.   Continuação...