"Efeito Steinbruch" faz Techint e Nippon se unirem para eleger chairman da Usiminas

quinta-feira, 28 de abril de 2016 19:11 BRT
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - Um raro consenso entre os grupos controladores da Usiminas fez a presidência do Conselho de Administração da maior produtora de aços planos do Brasil voltar para os maiores acionistas da siderúrgica, em assembleia realizada nesta quinta-feira.

A votação em Belo Horizonte elegeu Elias Brito para a presidência do Conselho da Usiminas, nome indicado pelo grupo Techint em concordância com a Nippon Steel, segundo ata da assembleia enviada ao mercado que confirmou informação publicada pela Reuters mais cedo.

Brito vai substituir o advogado Marcelo Gasparino, indicado por acionistas minoritários e que havia sido eleito no ano passado depois que os dois grupos controladores da Usiminas não chegaram a um nome em comum.

"Acredito que foi o efeito Steinbruch", disse uma fonte próxima da gestão da Usiminas, em referência ao presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch.

A CSN, principal acionista minoritária da Usiminas, conseguiu na quarta-feira autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para indicar conselheiros para a Usiminas, em uma decisão contestada pela siderúrgica mineira e também pelos grupos Techint e Nippon Steel.

A discordância entre os sócios controladores da Usiminas explodiu em setembro de 2014, quando a Nippon Steel assumiu o comando da gestão da empresa brasileira em meio à demissão de altos executivos indicados pela Techint, incluindo o ex-presidente-executivo da siderúrgica.

Procuradas nesta quinta-feira sobre a nomeação do Conselho da Usiminas, a CSN e a Techint não comentaram o assunto. A Nippon Steel não comentou de imeadiato.

"É o primeiro sinal de que se voltou a ter um pouco de racionalidade... Desde setembro de 2014 não havia consenso", disse outra fonte ouvida pela Reuters. "Mas é uma aproximação, não é um casamento."   Continuação...