Seca reduz 2ª safra de milho do Brasil em 5,4% em um mês, aponta pesquisa

terça-feira, 3 de maio de 2016 17:08 BRT
 

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - O tempo seco e quente abalou lavouras de milho do Brasil, principalmente na importante área agrícola do Centro-Oeste, e reduziu a expectativa da principal safra do cereal do país em 5,4 por cento, em um período de cerca de 30 dias, segundo pesquisa da Reuters concluída nesta terça-feira.

A colheita da segunda safra, que responde por cerca de dois terço da produção anual brasileira, foi estimada em 54 milhões de toneladas na temporada 2015/16, segundo um levantamento com 11 consultorias e entidades, em previsões divulgadas desde 6 de abril.

A média das projeções anteriores destas mesmas fontes, emitidas entre o início de março e o início de abril, antes da seca, apontava para uma colheita de 57,1 milhões de toneladas.

Oito consultorias reduziram suas previsões nos últimos dias, com uma média de 4,6 milhões de toneladas nos cortes, mas há quem tenha reduzido as estimativas de forma mais acentuada.

A Agroconsult, por exemplo, reduziu sua previsão nesta terça-feira para 52,5 milhões de toneladas, ante uma estimativa de 58,8 milhões de toneladas divulgada em meados de março.

"Essa alteração se deve à continuidade do clima mais seco sobre o Centro-Oeste do Brasil, diminuindo o potencial de produção", afirmou a consultoria em relatório.

Se a atual média das previsões se confirmar, o Brasil não conseguirá realizar um novo recorde de produção na safra de inverno de milho, uma vez que a colheita de 2015 foi de 54,6 milhões de toneladas, segundo dados oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O tempo foi bastante quente e seco ao longo de abril, por um período que surpreendeu muitos agentes do mercado e agricultores.   Continuação...