Plano Safra 2016/17 oferece R$203 bi e juros mais altos

quarta-feira, 4 de maio de 2016 12:47 BRT
 

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O Plano Safra para a nova temporada 2016/17 vai oferecer 202,88 bilhões de reais em financiamentos para a agricultura empresarial, num aumento de 8 por cento nos recursos globais ofertados ante 2015/16, mas os empréstimos com juros controlados ficarão mais caros, informou nesta quarta-feira o Ministério da Agricultura durante o lançamento do programa.

O ministério destacou que o montante para custeio e comercialização a juros controlados cresceu 20 por cento sobre a safra anterior, a 115,8 bilhões de reais. Contudo, as taxas de juros vão variar de 8,5 a 12,75 por cento ao ano, num ajuste inferior ao visto no mercado, segundo o governo.

No plano 2015/16, o juro cobrado para a maior parte dos recursos de custeio foi de 8,75 por cento.

O plantio da nova safra de soja e milho, grãos que respondem pela maior parte da produção nacional, ocorre a partir de setembro. Com o anúncio dos recursos, os agricultores do Brasil, um dos maiores produtores globais, poderão melhor planejar sua atividade.

O ministério anunciou ainda que negociou com bancos a emissão de 10,25 bilhões de reais em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) para os produtores a juros controlados, uma novidade em relação ao plano anterior, em que os juros eram exclusivamente livres nessa modalidade e por isso menos atrativos.

Segundo a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, o direcionamento via LCAs deve garantir ainda mais de 30 bilhões de reais em recursos a juros livres, correspondendo a mais da metade dos 53 bilhões de reais projetados para oferta para custeio e comercialização a taxas de mercado.

Em outra frente, o ministério também divulgou que os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) emitidos por empresas que desejam atrair investidores poderão ser corrigidos em moeda estrangeira desde que lastreados na mesma condição.

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