5 de Maio de 2016 / às 20:52 / um ano atrás

Bovespa cai 1,7% com fraqueza em Wall St, em dia de ruídos políticos e balanços

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira, com seu principal índice na mínima em mais de três semanas, sem conseguir sustentar a recuperação da véspera, diante da fraqueza em Wall Street e com ruídos políticos dividindo as atenções com o noticiário corporativo.

O Ibovespa caiu 1,68 por cento, a 51.671 pontos. Na máxima nos primeiros momentos da sessão, chegou a subir quase 1 por cento, superando os 53 mil pontos.

O volume financeiro somou 5,8 bilhões de reais.

Depois de alguns pregões à margem, o noticiário político voltou a afetar a bolsa paulista, fazendo com que apresentasse desempenho pior que seus pares, com o índice de referência de mercados emergentes MSCI caindo apenas 0,5 por cento.

A suspensão do mandato de deputado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em decisão liminar do ministro Teori Zavascki confirmada posteriormente pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe alguma apreensão sobre a evolução do processo de impeachment e eventuais dificuldades em um aguardado governo do vice-presidente Michel Temer.

“O mercado já colocou no preço o impeachment da presidente Dilma Rousseff e qualquer ruído no curso do processo serve como argumento para alguma correção”, disse o operador de renda variável de uma corretora estrangeira em São Paulo.

No exterior, o petróleo sustentou os ganhos durante o dia, mas terminou longe das máximas, o que ajudou a debilitar os pregões em Nova York, também pressionados por ações de produtos de consumo não essenciais, antes da divulgação nesta sexta-feira dos dados sobre o mercado de trabalho norte-americanos.

DESTAQUES

- BRADESCO caiu 2,51 por cento, tendo no radar corte na recomendação da ação pelo UBS para “neutra”, com os papéis de bancos como um todo enfraquecendo após alguma recuperação no pregão anterior. ITAÚ UNIBANCO, que vinha apresentando desempenho pior do que o Bradesco, caiu 1,49 por cento nesta sessão. O Goldman Sachs cortou o preço-alvo de Itaú para 28,8 reais, com recomendação de “venda”.

- VALE encerrou com a preferencial em queda de 4,05 por cento, sucumbindo à nova queda do preço do minério de ferro na China e a incertezas relacionadas a indenizações relacionadas ao rompimento de barragem da Samarco em Minas Gerais. A Vale é uma das controladoras da empresa.

- CSN caiu 6,37 por cento, capitaneando as perdas de siderúrgicas no Ibovespa, com os papéis sofrendo com a queda geral na Bovespa.

- PETROBRAS fechou com a preferencial em baixa de 1,11 por cento, conforme o petróleo reduziu a alta e ruídos políticos endossaram alguma cautela com a ação, amplamente afetada por expectativas ligadas ao processo de impeachment.

- ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES perdeu 6,55 por cento, antes da divulgação de seu balanço ainda nesta quinta-feira. A expectativa é de que a crise econômica e inscrições limitadas para Fies tenham pressionado o ciclo de admissão de alunos e os resultados das companhias de educação no primeiro trimestre, o mais relevante do ano para o setor. KROTON caiu 5,01 por cento.

- SMILES caiu 3,97 por cento, apesar de resultado trimestral considerado forte por analistas, com salto de 70 por cento no lucro. Pesou na ação o recuo de Gol, que não está no Ibovespa e perdeu 16,92 por cento, após forte alta na véspera, com notícia da agência Bloomberg de que um grupo de detentores da dívida da companhia aérea considerou injusta a proposta de reestruturação da dívida apresentada na véspera e contratou consultoria para negociar.

- BRASKEM recuou 1,84 por cento, após divulgação do balanço do primeiro trimestre, com lucro de 747 milhões de reais, resultado mais que três vezes superior a um ano antes, mas em linha com as expectativas.

- RUMO LOGÍSTICA caiu 1,55 por cento, mesmo após reduzir o prejuízo para 185 milhões de reais no primeiro trimestre, ante resultado negativo de 226,2 milhões de reais no mesmo período do ano anterior.

- PDG REALTY, que não está no Ibovespa, saltou 9,24 por cento, após assinar memorando de entendimento com os bancos para formalizar possível acordo para reestruturação de dívidas com as instituições financeiras.

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