5 de Maio de 2016 / às 21:57 / um ano atrás

Negócios com títulos sustentam alta de 12% do lucro da Cetip no 1º tri

SÃO PAULO (Reuters) - O forte desempenho da unidade de títulos deu impulso à receita e ao lucro da Cetip no primeiro trimestre, compensando nova retração na área de financiamentos, diante da derrocada dos financiamentos para compra de automóveis.

A maior central depositária de títulos privados da América Latina anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido de janeiro a março somou 135,2 milhões de reais, alta de 12 por cento sobre um antes.

O Conselho de Administração da companhia aprovou distribuição de 93,05 milhões de reais em dividendos relativos ao primeiro trimestre, equivalentes a 0,3580 real por ação. O pagamento deve ocorrer em 8 de julho.

Impulsionada por fatores como forte aumento do estoque de ativos em custódia, o reajuste de preços e a frequência de negócios com títulos, a receita líquida da companhia cresceu 16,6 por cento sobre um ano antes, a 311,1 milhões de reais.

O resultado foi divulgado depois que a BM&FBovespa anunciou em abril acordo para comprar a Cetip por cerca de 12 bilhões de reais. [L2N17B25H]

A unidade de financiamentos teve receita 3 por cento menor na comparação com o mesmo trimestre de 2015, impactada pelo fraco desempenho das vendas e empréstimos para aquisição de veículos.

Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Willy Jordan, a tendência é que a unidade de títulos siga se sobressaindo em relação à de financiamentos ao longo de 2016, dado o cenário de recessão na economia.

“Devido à base de comparação menos forte do segundo semestre de 2015, a tendência é que o ritmo de queda na unidade de financiamentos caia ao longo deste ano”, disse Jordan à Reuters.

As despesas ajustadas totalizaram 118,8 milhões de reais no trimestre, aumento de 15,9 por cento sobre um ano antes, pressionadas por maiores gastos com pessoal e serviços prestados por terceiros.

O resultado financeiro foi positivo em 38,2 milhões, ante resultado negativo de 50,9 milhões em igual etapa de 2015, sob influência de ganhos de variação cambial sobre empréstimos offshore e da redução de 62 milhões na despesa financeira.

Esse fator foi compensado em parte por maiores volumes pagos em imposto de renda e contribuição social, com despesa de 95,6 milhões no trimestre, ante saldo credor de 7,3 milhões de reais um ano antes.

Segundo Jordan, mesmo com uma eventual melhora de expectativas no mercado causada por uma mudança na orientação da política macroeconômica do país para um viés mais pró-mercado, há poucas chances de isso se traduzir em impulso aos resultados da companhia ainda em 2016.

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