Lucro da Caixa Econômica Federal desaba 45,9% no 1º tri

segunda-feira, 9 de maio de 2016 09:42 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Uma forte desaceleração das receitas com crédito e serviços levou o lucro da Caixa Econômica Federal a cair praticamente à metade no primeiro trimestre, com a inadimplência voltando a subir.

O banco estatal, maior concessor de crédito imobiliário do país, anunciou nesta nesta segunda-feira que seu lucro líquido de janeiro a março ficou em 838 milhões de reais, queda de 45,9 por cento ante a mesma etapa de 2015.

O resultado operacional, que mede o desempenho recorrente do banco, teve queda ainda maior, de 52,2 por cento na comparação anual, para 385 milhões de reais.

Um dos responsáveis por esse declínio foi a desaceleração das receitas com financiamento. No fim de março, o estoque de crédito da Caixa era de 684,16 bilhões de reais. Embora a alta de 9,2 por cento em 12 meses seja muito superior aos rivais privados no período, que chegaram a ter retração, o número mostra uma forte desaceleração da Caixa, cujos empréstimos chegaram a crescer mais de 40 por cento anualmente em anos recentes.

As receitas com operações de crédito cresceram 14,9 por cento ano a ano, embora tenham caído 1 por cento na base sequencial. E as receitas com tarifas e serviços tiveram incremento de 8,3 por cento na mesma comparação, para 5,29 bilhões de reais.

A Caixa viu seu índice de inadimplência acima de 90 dias fechar o primeiro trimestre em 3,51 por cento, leve recuo de 0,04 ponto sobre dezembro, mas salto de 0,66 ponto sobre um ano antes.

Por outro lado, a despesa da Caixa com provisão para perdas com calotes teve queda de 24,2 por cento sobre um ano antes, para 3,8 bilhões de reais. Sobre o trimestre imediatamente anterior, o recuo foi de 3,6 por cento.

De todo modo, a rentabilidade da Caixa sobre o patrimônio líquido médio, índice que mede como os bancos remuneram o capital do acionista, ficou em apenas 10,27 por cento, queda de 3,45 pontos sobre um ano antes e uma das menores dos últimos anos.

 
Agência da Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro.   20/08/2014    REUTERS/Pilar Olivares