Proposta para ampliar horário de negociação de minicontratos na BM&FBovespa divide corretoras

terça-feira, 10 de maio de 2016 12:41 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - Uma proposta para ampliar o horário de negociação dos minicontratos futuros de Ibovespa e de dólar na BM&FBovespa tem dividido opiniões de agentes do mercado entre os que defendem que trará mais negócios e os que afirmam que vai gerar mais custos.

Na última reunião da Câmara de Operações da BM&FBovespa, que tem perfil consultivo e é formada por cerca de 20 corretoras, a XP Investimentos, maior corretora independente de varejo do país, propôs que esses contratos fossem negociados 24 horas durante sete dias da semana, disseram duas fontes a par do assunto.

Os minicontratos futuros permitem que investidores, em especial pessoas físicas e pequenas empresas, acessem o mercado de derivativos da BM&FBovespa, uma vez que têm custos operacionais mais baixos do que os contratos tradicionais.

No caso do mini de Ibovespa, por exemplo, o valor do contrato é de 20 por cento do contrato futuro do Ibovespa padrão. Cada ponto do índice equivale a 0,20 real, enquanto esse valor é de 1 real no contrato padrão.

Atualmente, a negociação ocorre nos dias em que a bolsa funciona, com contrato futuro mini de Ibovespa das 9h às 17h55 e a rolagem dos mesmos das 9h às 18h, enquanto as operações com futuro de mini de dólar comercial, incluindo rolagem, das 9h às 18h.

De abril a janeiro, foram negociados 38,1 milhões de minicontratos futuros de Ibovespa, representando um total de 352,4 milhões de reais. No caso dos mini de dólar, foram transacionados quase 26 milhões de contratos, equivalentes a perto de 1 bilhão de reais.

"A receita que se vai auferir com isso não chega nem perto do custo que a alteração vai gerar", disse uma das fontes, que é contrária à extensão do horário, referindo-se particularmente à necessidade de funcionários à disposição nas corretoras.

Do lado da defesa, uma terceira fonte afirmou que a ampliação dos negócios abriria espaço para estrangeiros em mercados com relevante diferença de horário para o Brasil operar no país, assim como para pessoas físicas que teriam um horário mais amplo.   Continuação...