USDA reduz previsão de estoques de soja por quebras na América do Sul; preços sobem

terça-feira, 10 de maio de 2016 14:54 BRT
 

Por Mark Weinraub

WASHINGTON (Reuters) - Os estoques globais e norte-americanos de soja serão mais apertados que o esperado nos próximos dois anos, devido a cortes nas estimativas de colheitas na América do Sul e a um aumento da demanda global, projetou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nesta terça-feira.

O relatório abalou o mercado de soja, com os contratos julho, agosto e setembro atingindo o limite diário de alta de 65 centavos de dólar por bushel na bolsa de Chicago (CBOT). Os contratos futuros do farelo também dispararam.

O USDA reduziu sua previsão para a atual safra de soja da Argentina em 2,5 milhões de toneladas, após fortes chuvas que prejudicaram as lavouras, além de cortar em 1 milhão de toneladas a previsão para a safra brasileira. O USDA também reduziu a previsão de colheita de milho nos dois países.

A nova safra de soja do Brasil 2016/17 foi projetada em 103 milhões de toneladas. Já a safra 15/16 foi vista em 99 milhões de toneladas.

O USDA colocou os estoques finais de soja no mundo em 74,25 milhões de toneladas em 2015/16 e 68,21 milhões de toneladas em 2016/17. Ambos os números ficaram abaixo das projeções de analistas.

Para 2016/17, os estoques finais de soja dos EUA foram estimados em 305 milhões de bushels, 100 milhões abaixo da previsão de analistas.

Em sua primeira estimativa de oferta para a temporada 2016/17, o governo dos EUA projetou que o estoque final de milho será o sexto maior da história, impulsionado por estimativa de produção recorde de 14,43 bilhões de bushels.

A oferta norte-americana de trigo para 2016/17 tem previsão de aumento para 1,029 bilhão de bushels, ante 978 milhões de bushels em 2015/16. Os estoques 2016/17 estão próximos ao topo das estimativas dos analistas.

(reportagem adicional por P.J. Huffstutter)