BTG Pactual quer liquidar operação com FGC após concluir venda do BSI, prevista para 3º tri

quarta-feira, 11 de maio de 2016 18:27 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O BTG Pactual pretende quitar a linha tomada com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) tomada em dezembro após concluir a venda do controle de sua unidade suíça BSI, disse nesta quarta-feira o diretor financeiro do grupo, João Dantas.

Segundo ele, o BTG Pactual tomou cerca de 5 bilhões dos 6 bilhões de reais oferecidos pelo FGC, com parte do montante tomado sendo colaterizado por créditos, que estão sendo amortizados.

"O saldo hoje é de menos da metade do que foi aprovado", disse Dantas à Reuters. "Quando concretizarmos a venda do BSI, a gente deve liquidar isso."

A venda do controle do BSI para a EFG International foi anunciada em fevereiro pelo equivalente a 5,4 bilhões de reais. A estimativa é que o negócio seja concluído no início do terceiro trimestre.

Segundo o executivo, vencida a fase mais tensa dos esforços para preservar a liquidez após a prisão de seu ex-controlador e ex-presidente André Esteves em novembro passado, o BTG Pactual não vê mais uma necessidade premente de venda de ativos, visto que o grupo atingiu um nível confortável de liquidez.

Além da linha tomada com o FGC, o BTG Pactual vendeu uma série de ativos nos últimos meses, como parte dos esforços para enfrentar os desdobramentos da prisão de Esteves, sob acusação de tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato, que investiga esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras.

"Chegamos num ponto em que não temos necessidade de plano específico de venda de ativos", disse Dantas. "Agora a visão estratégica é reduzir alocação em ´principal investments´ e alocar mais recursos em outras áreas de negócios".

De acordo com Dantas, o BTG Pactual não visualiza obter nos próximos trimestres um resultado tão positivo da área de "sales and trading" quanto o verificado de janeiro a março, turbinado pela forte volatilidade nos mercados.

Por outro lado, outras linhas de negócios poderão ter desempenhos melhores, refletindo uma possível evolução nas expectativas de investidores com a economia brasileira, que está num nível muito baixo.   Continuação...